sábado, 26 de abril de 2008

Finisterra "Na orla da floresta" Carlos de Oliveira

"Os peregrinos (e o seu gado) parados na orla da floresta,

onde o cascalho dos fósseis miúdos é mais denso.

Não se aventuram entre as árvores. Receiam incendiá-las (as cabeças continuam a arder).

Sobreiros descarnados. Pelo menos, parecem.
Talvez, na cor: consta que são vermelhos.


Mas, no tamanho, não. Cada árvore destas mede (calculando por baixo) dez vezes a altura dum sobreiro. Além disso, direitas como torres. E, mesmo a cor, duvidamos.
Que nome têm elas?
Não fazemos ideia."

"Finisterra de Carlos de Oliveira"

5 comentários:

xistosa disse...

"São rosas meu senhor, são rosas ..."

Desculpe a ironia, mas os sobreiros não descascam assim ...

Mas anatureza tem mudado muito. Quem nos garante que não seja verdade?

Bom fim de semana e que a peregrinação prossiga!

Carlos Rebola disse...

Bom fim-de-semana amigo Xistosa

Mas essa dificuldade da identificação das árvores em "Finisterra" de Carlos de Oliveira é uma dificuldade constante ao logo do livro, decifrar a maqueta e a micropaisagem não é fácil, mesmo para os gandareses (da Gândara) que vivem no terreno (dunas e terras das margas dos fósseis miúdos, a linha que divide)…

Obrigado pela visita e um abraço
Carlos Rebola

Nilza disse...

Olá, menino!

Amei a ferroada lá em meu cantinho!! rs

Lindas fotos. Voltarei sempre

Beijos e bom domingo

daniel disse...

Olá

Creio que serão coisas mesmo do cabo de Finisterra. Sabia ser agreste, mas nada tinha visto sobre fauna ou vegetação.
Que esta tem a capacidade, de genéticamente, se adaptar as meios agrestes, é um facto.

Daniel

São disse...

Gostei do post .
Mais ainda da homenagem a quem cuidou da terra.
Feliz domingo.