quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Gente da nossa terra



(foto gentilmente cedida por Manuel Ribeiro)
Da esquerda para a direita, António da Costa Ribeiro (Vaibem), Manuel Teixeira (Vaibem) e António Minhoto (Miôto)

"A honra é bússola dos homens de bem"

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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

DN - Gente de Cantanhede

Diário de Notícias

O 'Tifoso' dos 'robots'


É um daqueles 'cérebros' cuja hipótese de fuga nos preocupa. Engenheiro de robótica, explora o fundo do mar, nos intervalos de aplaudir o Genoa e passear de
Se a vida for um mapa, ele tem um bom GPS. Aliás, fez disso desporto, com a família toda: "Chama--se orientação, e faz-se em florestas. Viajei muito desde miúdo com os meus pais e o meu irmão, que é um grande campeão e faz parte da selecção." Foi assim que este filho de professores do secundário - a mãe, de línguas, e o pai, de mecânica - conheceu grande parte da Itália, onde agora vive há dois anos, em Génova, a trabalhar em robótica submarina. E a mapear o fundo do mar - através das imagens captadas pelos robots.
Começou tudo, garante ele, aos 4 ou 5 anos, quando uma tia lhe ofereceu um robot brinquedo. "Gostei muito e a partir daí comecei a pensar nisso." Mesmo se por volta dos sete anos enviou uma foto para um programa de TV que tinha a ver com o que as crianças queriam ser. "Nessa altura tinha a mania das lanchas, apareci na televisão a martelar uma." Ri. "Acabei por juntar as duas coisas: robots e barcos."
Natural de Cordinha, Cantanhede, pelo BI (é a terra do pai), nasceu em Coimbra em 1984 e viveu em Águeda entre os 4 e os 18 anos, quando entrou para o curso de Engenharia Electrotécnica e de Computadores do Instituto Superior Técnico. Acabou o curso em 2008, com média de 17, entre os melhores 30 dos 300 alunos. Mas, mesmo assim, não era óbvio que conseguisse fazer o que queria. "Logo na primeira aula o professor disse que 90% iriam ser consultores e quando terminei todas as propostas de trabalho que recebi eram para isso, menos uma. Andei activamente à procura na Net de possibilidades relacionadas com a robótica e encontrei três: uma na Holanda, outra em França, na Agência da Energia Atómica, e a terceira em Génova, que escolhi. Os projectos francês e italiano são parceiros, o trabalho é mais ou menos o mesmo, mas eu preferia Itália e estar junto ao mar." Conseguiu uma bolsa europeia (Marie Curie Early Stage Researcher) e partiu com um livro de conversação - italiano em 30 dias - oferecido pelo irmão, mas começou por comunicar em inglês. "Ao fim de três meses já falava bem italiano, é uma língua fácil para nós." Uma semana para arranjar um sítio para ficar - uma casa partilhada com vários colegas - e mais uns tempos para a adaptação. "Arranjei uma vespa - a casa fica no centro histórico, a dois quilómetros do instituto pertencente ao Conselho Nacional de Investigação italiano, onde trabalho; apanhei o hábito do aperitivo ao fim da tarde, às seis; paga-se uma bebida, há um buffet de petiscos e fico jantado; vou ao fim de semana comer o gelado da praxe à gelataria tradicional - aqui as pessoas saem todas à rua no fim de semana, passeia-se na cidade (o shop-ping mais próximo é na periferia); e a partir de Abril começamos a ir à praia, aqui perto da cidade. É uma vida gira, adaptei-me de tal modo que até vou ao estádio ao domingo ao futebol, ver o Genoa. Transformei-me num tifoso." Uma gargalhada, explica: "Aqui é muito diferente. O Genoa está em 14.º lugar e a perder jogos e há duas semanas estavam 22 mil pessoas a uma quarta-feira no estádio." Só no café não se acultura. "Em Por- tugal não bebia, aqui também não."
Há cerca de um mês, andou pela Croácia a fazer um mapeamento de uma planta aquática; vai voltar em Maio, para procurar um navio afundado. O trabalho leva-o a viajar bastante. "Este ano viajei 18% do tempo: Inglaterra, Turquia, Croácia, Sul de Itália, Alemanha, Roménia. Também já estive a trabalhar nos Açores, a mapear um campo hidrotermal novo." Além de trabalhar com os robots, o trabalho de Fausto inclui fazer o puzzle das imagens que estes captam. "Uma das coisas que gosto nisto é ser difícil e complexo - se fosse fácil não tinha graça. E é útil. 70% do planeta é mar, e não está suficientemente estudado."
A preparar o doutoramento, concorreu a uma bolsa da Fundação de Ciência e Tecnologia para ficar em Génova "mais uns três anos e meio". Depois? Ainda não há mapa: "Ainda não sei. Provavelmente não me será difícil encontrar um contrato para ficar em Itália. Mas gostava de voltar a Portugal, porque gosto muito do meu país, e há grupos de investigação muito bons cá. E em muitas coisas estamos muito melhor. Toda a gente pensa que lá fora é que é bom, mas chega-se lá e não é assim. Temos um complexo de inferioridade que também encontro nos italianos."
FERNANDA CÂNCIO

publicado a 2010-11-20 às 01:00


"A vontade remove montanhas"

domingo, 21 de novembro de 2010

NATO - Cimeira de Lisboa



Nas lages, Portugal, também numa cimeira, entre sorrisos foi oferecida uma guerra ao mundo, três dias depois a oferta era entregue no Iraque

Apesar dos muitos elogios que lhe façam, do muito que foi decidido, duas coisas parecem-me preocupantes.

1 - A criação do tão já falado sistema de defesa antimíssil do ocidente. Parece-me que não passa duma substituição da anterior guerra-fria NATO vs Pcato de Varsóvia, por uma guerra não fria mas sim uma guerra muito quente, países do Atlântico Norte (NATO) vs resto do Mundo. As premissas são as mesmas da guerra fria agora mais quente.

2 - Fim da guerra no Afganistão, guerra substituída por outra também subtilmente anunciada, guerra ao Irão. Nesta cimeira foi tido como adversário principal da NATO o Irão, actualmente, atendendo ao primeiro ponto ficou evidente que os países que ficarem fora da defesa antimíssil são adversários, pois se tal não fosse assim não seria necessária nenhuma defesa, como a que foi decidida. Esta cimeira NATO veio a Portugal tratar de futuras guerras, assim como aconteceu na Cimeira das Lajes em Março de 2003. 

Portugal começa a ser um bom país para anunciarem guerras.

E a PAZ? Será conseguida com estes protagonistas bélicistas? 
Não se pode pedir à águia que comece a comer erva, ela a águia até pode dizer que sim, mas penso que nuca o fará.







"O mais odioso da guerra é a paixão que por ela se tem"  (Vergílio Ferreira)
 

sábado, 20 de novembro de 2010

sábado, 13 de novembro de 2010

Município de Cantanhede e INOVA-EM - Ajustes Directos

Para uma melhor transparência administrativa e informação

Veja aqui os




Fonte: - Governo da Republica 

Link´s:
- CMC
- INOVA


"Em qualquer país em que o talento e a virtude não produzam progresso, o dinheiro será a divindade nacional"
 Diderot , Denis    

sábado, 6 de novembro de 2010

Cantanhedense reconhecido no País Irmão, Brasil


Mário Augusto de Carvalho é CIDADÃO Paulistano
05/11/2010



Uma noite muito especial para o atual Diretor Geral da TAP para o Brasil.  Mário Augusto de Carvalho, natural de Cantanhede, região de Coimbra, em Portugal, é a partir de hoje, Cidadão Paulistano.  Por indicação do vereador Abou Anni (PV), recebeu o título em sessão solene na Câmara Municipal de São Paulo.

Nascido em um dia de Natal (25/12/1948), com formação acadêmica em Marketing, Administração e Direito, Mário é um veterano na aviação. Exerceu atividades em Buenos Aires, Toronto, Bruxelas, Barcelona e várias capitais brasileiras. Tem mais de 35 anos de experiência, depois de começar l no ano de 1972 na TAP Portugal em São Paulo, no Departamento de Reservas. Depois assumiu a Gerência de Vendas para o interior do Estado de São Paulo e sul de Minas.

Em seu retrospecto profissional, retornou em 1982 à capital paulista, promovido a Superintendente de Vendas para todo o estado. Em seguida foi transferido para a Diretoria de Vendas para a Argentina, em seguida o Canadá.

Deixou a TAP em 1988, ingressando na Canadian Airlines como Diretor para o Brasil.  Cinco anos depois foi para a Vasp, onde exerceu o cargo de Diretor para a Europa, com base na Bélgica e posteriormente na Espanha.

Depois de oito anos retornou a TAP Portugal como Diretor de Marketing e atualmente, é o Diretor Geral empresa para o Brasil e a América Latina. É casado  e pai de dois filhos, Felipe e Victor Augusto.

Em seu pronunciamento, o homenageado lembrou do percurso de sua trajetória no Brasil, das várias idas e vindas pelo mundo desde sua primeira vez no País, onde chegou pelas asas da Panair. Muitos amigos do trade estiveram presentes, entre eles Tasso Gadzanis e Caio Luiz de Carvalho, da SP Turis, Juarez Cintra e Carlos Alberto Amorim Ferreira, da Abav Nacional, Paulo Machado, do Turismo de Portugal, o embaixador João Salgueiro, Michel Tuma Ness da Fenactur e toda sua equipe da TAP.

Ao justificar a indicação, o vereador Abou Anni, que é integrante da Comissão de Relações Internacionais da Câmara Municipal de São Paulo, lembrou que a aprovação do nome de Mário foi por unanimidade da casa legislativa da capital dos paulistas, fato que por si só justifica a homenagem.

AE

(fonte)
 

"Todos os homens que foram valiosos em alguma coisa puseram a ênfase na sua própria educação"
Scott , Walter