Também nos afloramentos do Jurássico situados em terrenos comunais, os trabalhos de limpeza continuam. Hoje com a participação das alunas do Curso de Geriatria ministrado no Centro Social de Cadima e com o apoio de funcionários da INOVA levaram a cabo uma aula prática da disciplina de Ambiente que tem como formadora a Eng.ª Catarina, que acompanhou e orientou as suas formandas. Tiveram no princípio da tarde, inicio da acção, uma pequena informação (formação), dada pelo responsável da área ambiental da INOVA no local, António Lourenço, sobre os Afloramentos do Jurássico Médio ali situados e sua importância cientifica e pedagógica, assim como sensibilização sobre as questões ambientais. Depois este grupo removeu do terreno vários metros cúbicos de resíduos de pavimento de asfalto.
terça-feira, 10 de novembro de 2009
INOVA e Junta de Freguesia no Zambujal
Também nos afloramentos do Jurássico situados em terrenos comunais, os trabalhos de limpeza continuam. Hoje com a participação das alunas do Curso de Geriatria ministrado no Centro Social de Cadima e com o apoio de funcionários da INOVA levaram a cabo uma aula prática da disciplina de Ambiente que tem como formadora a Eng.ª Catarina, que acompanhou e orientou as suas formandas. Tiveram no princípio da tarde, inicio da acção, uma pequena informação (formação), dada pelo responsável da área ambiental da INOVA no local, António Lourenço, sobre os Afloramentos do Jurássico Médio ali situados e sua importância cientifica e pedagógica, assim como sensibilização sobre as questões ambientais. Depois este grupo removeu do terreno vários metros cúbicos de resíduos de pavimento de asfalto.
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Câmara Municipal de Cantanhede e INOVA iniciaram limpeza de afloramentos no Zambujal
Esta acção da Câmara Municipal de Cantanhede em parceria com a INOVA-EM, era um anseio da população, que vê com agrado as máquinas e equipas técnicas a trabalharem no sentido de preservar o ambiente, o património cultural e natural, que estava a ser mal tratado e destruído.
Estes trabalhos estão a decorrer sob a direcção técnica da INOVA
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Protesto pela destruição do património ambiental, territorial e cultural no Zambujal entregue ao Presidente da Câmara Municipal
Zambujal, 7 de Abril de 2009
Assunto: - Protesto perante a passividade da CMC ao assistir à ocupação e destruição de património que é de todos, considerado importante.
Exmo. Senhor
Presidente da Câmara Municipal de Cantanhede
Carlos Alberto Rebola Pereira, contribuinte fiscal Nºxxxxxxxxx, morador na Rua Vale de Zambujal, N.º 108, Zambujal, 3060-115 Cadima.
Senhor Presidente mais uma vez, venho denunciar, a ocupação e destruição recentes a acumular às já efectuadas em anos anterior, do património que é de todos.
Veja nas fotos o que se pode ver no local se for visitado e merece visita. Isto é o motivo de protesto.
Estamos perante, o que pode ser considerado um desafio aberto à autoridade da autarquia (poder local), em evidente desrespeito, vergonhoso, pelo corpo legislativo e regulamentar que tem como objectivo preservar e defender o ordenamento do território, a Reserva Ecológica Nacional, o ambiente, o património cultural e paleontológico que a todos pertence e se encontra no território do concelho de Cantanhede cuja administração e gestão tem como principal responsável o Presidente da Câmara. Até ao momento nada foi feito no local que tivesse como consequência o travar desta que parece ser uma destruição vergonhosa e impune de valores patrimoniais considerados importantes, protesta-se assim contra a passividade da Câmara Municipal.
(clicar nas fotos para ampliar)
Estes “Afloramentos do Jurássico Médio”, depósito de muitos fósseis, situados em terrenos comunais do “Horst de Cantanhede” em plena REN não têm merecido qualquer atenção da CMC, o que tem como consequência a sua destruição que pode ser considerada criminosa.
Atentados contra o ambiente são sistemáticos, com a deposição de lixos, alguns susceptíveis de contaminar irremediavelmente o “Aquífero Cársico da Bairrada” que alimenta os Olhos da Fervença que nos abastece de água ainda potável. Veja estudo de 2000, do Departamento de Geociências da Universidade de Aveiro sobre os Olhos da Fervença.
Resultantes da obra de saneamento da qual é dona a CMC, foram depositados nestes terrenos comunais situados em plena Reserva Ecológica Nacional milhares de metros cúbicos de detritos com alcatrão, como estas fotos mostram.
Um atentado ao ambiente que desrespeita o Regime especial da REN e os próprios regulamentos municipais. Tenho conhecimento que o SEPNA da GNR notificou no sentido da sua remoção, até agora tudo está na mesma. Aliás numa informação jurídica (23 de Maio de 2007), da CMC a que tive acesso através de requerimento à Junta de Freguesia diz, “…em zona REN (Reserva Ecológica Nacional, …caberia à Câmara Municipal, como entidade fiscalizadora, tomar as providências necessárias para autuar os infractores e remover as consequência da infracção” nada foi feito apesar da origem dos resíduos ser do saneamento cuja dona de obra é a própria Câmara Municipal. A Zona de REN referida está contemplada no PDM do Município.

Os afloramentos com importância científica, onde o Departamento de Ciências da Terra da Universidade de Coimbra dá aulas práticas de Estratigrafia conforme parecer da Professora Doutora Helena Henriques, na posse de Vossa Excelência estão a ser destruídos assim.
Nestes afloramentos segundo me explicaram há uma falha que resultou da colisão de África com o nosso continente, é uma singularidade única no concelho de Cantanhede. Teremos que esperar muitos milhões de anos para que se feche o “Ciclo de Wilson” para que se possa repetir tal evento cuja memória da Terra estamos a destruir, ou a permitir que seja destruída?

No local dos afloramentos estas imagens deixaram de se poder obter os afloramentos foi destruído para plantar cedros e eucaliptos e falamos de zona de Reserva Ecológica Nacional.

A mobilização de terrenos em terrenos comunais situados em plena REN continua e a ocupação com demarcação aleatória contra os regulamentos municipais também continua, por incrível que pareça o que se vê nas fotos foi feito este mês mas a CMC em reunião efectuada em Setembro do ano transacto disse que o assunto estava a ser tratado. É este o ser tratado? Não compreendo.
Nesta foto satélite podem-se ver a vermelho o património que está ser ocupado e destruído (salvo possíveis correcções de delimitação) a amarelo está assinalado o recinto desportivo da Associação Cultural e Recreativa do Zambujal que serve a comunidade.
Está-se assim a retirar a possibilidade à geração presente e gerações futuras de usufruírem dum possível “parque” com evidentes potencialidades lúdicas, ambientais, cientificas e pedagógicas, onde se poderia:
- Estudar um período da História do Planeta Terra memorizado na sua “pele” se for evitada a sua destruição.
- Estudar uma flora e fauna peculiares se for evitada a destruição do seu habitat.
- Estudar sobre os aquíferos e lençóis de água devido à existência de nascentes e dum relevo proporcionador ao entendimento das mesmas.
- Estudar os fósseis, principalmente amonites, devido à sua abundante existência, caso não continuem a ser destruídos.
- Estudar “in loco” o Horst de Cantanhede, primeira elevação após a planície gandareza, e que divide as bacias hidrográficas do Rio Vouga e do Rio Mondego, ainda é possível verificar precisamente os locais onde as águas se dividem.
- Estudar os efeitos provocados na crosta terrestre pela colisão dos continentes ou placas continentais que aconteceram há milhões de anos.
Outras potencialidades existem que em conjunto poderiam constituir além do mais um recurso prático e local para visitas dos visitantes do museu da pedra, relacionadas com Paleontologia e Geociências.
Exmo. Senhor Presidente por isto e pela consciência de que devemos “pensar global e agir local” protesto pelo facto de se deixar destruir, nas “barbas” da CMC este património que a todos pertence.
Por um concelho cada vez melhor em todo o seu território, solicito a Vossa Excelência que faça cumprir a lei e os regulamentos municipais e que trave imediatamente este estado de coisas que do conhecimento do Senhor presidente têm vindo a acontecer há vários anos, penso que pode com os poderes, meios legislativos, instituições, entidades e técnicas ao seu alcance e dispor, terminar com esta vergonha e repor o que ainda é possível repor.
Com os melhores cumprimentos
(assinatura)
Carlos Alberto Rebola Pereira
"Tiro o chapéu com respeito e gratidão aos meus antepassados, recentes e remotos que, sem leis de defesa do ambiente, sem protocolos de parcerias empresariais, conservaram o património territorial comunal, o ambiente, as florestas, o solo e as fontes de água, preservando a sua sustentabilidade, ao contrário do que se passa hoje, no século XXI, em que há uma enorme malha de leis que prescrevem a defesa do ambiente, em que há tanta informação sobre consciencialização ambiental, em que há tantos poderes politicamente organizados, com resultados que localmente estão à vista, parece que querem salvar o mundo, sem cuidar de salvar o que cada um tem debaixo dos próprios pés e da vista. É preciso pensar global e agir local. Os lavradores rurais do passado, tantas vezes considerados ignorantes, tinham a sabedoria que hoje por vezes falta, para manter saudável e respeitar a Natureza, que era o seu e também é o nosso suporte de vida."
É de dificil entendimento, que isto se passe num município com prémios de boas práticas ambientais, de geoconservação e de boas práticas administrativas. Parce-me que tais prémios são resultado de avaliações que não têm em conta as referidas práticas.
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Contos da Dona Terra

Integrado nos programas do Ano Internacional do Planeta Terra, por iniciativa da Comissão Nacional da UNESCO e com o apoio da Câmara Municipal de Cascais, foi publicado (edição planeta terra) o livro, "Contos da Dona Terra", dirigido aos mais jovens com o objectivo de os sensibilizar a assumirem comportamentos e boas práticas ambientais em defesa do Planeta Terra que no livro conta a sua história de vida e de património, através de dez contos de que são autores três académicos.
Maria Helena Henriques, doutorada em Paleontologia e licenciada em Jornalismo pela Universidade de Coimbra onde lecciona Paleontologia e Estratigrafia, desde 1983 no Departamento de Ciências da Terra da Faculdade de Ciências e Tecnologia;
Maria José de Sá Miranda Moreno, Licenciada em Farmácia, doutorada e agregada em Química Farmacêutica e Fitoquímica da Universidade de Coimbra, onde lecciona, desde 1981, no Departamento de Química Farmacêutica da Faculdade de Farmácia;
António Marcos Galopim de Carvalho, Jubilado pela Universidade de Lisboa, tendo leccionado no Departamento de Geologia da Faculdade de Ciências, foi Director do Museu de História Natural (1993-2003)
Agradecimos aos autores pelos belos e didácticos contos que nos oferecem.
("O pior é o Homem", diz a Dona Terra. "É o hospede que mais dores de cabeça me dá", lamenta.
..."Foi quando descobriu os meus tesouros que este desatino começou", diz Dona terra com profunda trispeza.) pg 11 dos "Contos da Dona Dona Terra".
Pedras "burgau" pintadas com figuras do próprio livro e oferecidas aos autores.
À Doutora Helena Henriques que colaborou na formação do Museu da Pedra de Cantanhede, e com o qual continua a colaborar com Palestras, Workshops e Exposições. Colabora com pareceres e justificações cientificas no sentido de se classificarem como património de interesse municipal os "afloramentos do jurássico" no Gião, local que conhece bem e onde tem dado aulas práticas (de campo) de estratigrafia.
A Professora Doutora Helena Henriques tem-nos dado a conhecer o nosso Planeta Terra com numa abordagem sistémica para melhor compreendermos as dinâmicas do e no mesmo Planeta.
Estes afloramentos no Gião, estão a ser sistematicamente destruídos, aos protagonistas da destruição, faria basicamente bem, a leitura dos "Contos da Dona Terra".
À Doutora Maria José Moreno, autora de artigos de Educação em Ciências e Educação para o Desenvolvimento Sustentável, além de outros artigos científicos.
Ao Doutor Galopim de Carvalho que colaborou na fundação e formação do Museu da Pedra de Cantanhede ao qual vem com frequência proferir palestras e colaborar com exposições. Foi de grande sucesso a exposição sobre dinossáurios "Os Dinossáurios Regressam a Cantanhede" na qual estiveram expostas replicas dos seus fósseis.
O provérbio: - "Algum dia será de festa, na nossa terra"
segunda-feira, 17 de março de 2008
A floresta do futuro cartografado? 3.º Passo
O terreno é deixado secretamente a repousar não vá algum humano interromper todo o processo, que deve continuar secreto, sob pena de grandes prejuízos naturais.

"Os peregrinos (e o seu gado) parados na orla da floresta, onde o cascalho dos fósseis miudos é mais denso. Não se aventuram entre as árvores."... (Carlos de Oliveira in Finisterra)

Segue-se o passo seguinte, o 4º. Como ninguém reparou ou se intrometeu no processo a "mãe natureza" aguarda que espontaneamente e com rapidez surjam as autóctones plantas que irão no futuro formar a almejada floresta frondosa e cartografável.
sexta-feira, 7 de março de 2008
Património cultural e paleontologico em causa - 1
Aqui no sítio dos "Rodelos ou Oliveira da Pacheca" perto de São Gião uma paisagem que a mãe Natureza levou milhões de anos a "esculpir" está a ser destruída sem que as autarquias, (que até dão imagem de cultas) se importem apesar de conhecerem. Foi há cerca de 140 milhões de anos que estas margas se começaram a formar lentamente a partir de lamas argilosas cheias de crustácios marinhos, emergiram do mar. No centro da foto é visivel uma "ammonite" que se reproduz na foto a seguir.
Esta é uma das muitas ammonites que aqui se viam à superfície, sem necessidade de partir pedra. Um património cultural e pedagógico que as gerações futuras poderiam usufruir não fosse a mesquinhês, a ignorância e o desprezo que alguns, incluindo politicos, pelo nosso património natural e cultural.

Esta é uma bela amonite, quando criança chamávamos-lhes "caracóis de pedra" a origem do termo amonite vem do facto de estas serem parecidas com chifre de carneiro, o deus Amon dos antigos egípcios tinha cabeça de carneiro. Daí Amonite.
quinta-feira, 6 de março de 2008
Ferroada na Reserva Ecológica Nacional - 2
Uma pequena amostra duma paisagem velha de milhões de anos (+/- 140 milhões) que fizeram o favor de em dois anos destruirem complectamente a foto acima é de 2003. Estes afloramentos ricos em fosseis que se podiam ver a descoberto, tinham grande valor paleontológico e estratigráfico além de cultural e pedagógico. Esta paisagem constituia um biótopo que dava vida a uma fauna e flora única na região, orquídias raras, ervas aromáticas, aves como a cotovias, petinas, cartachos, pinta roxos, labercos, boieiras e cirolicos uma ave que fazia o ninho nestes afloramentos com pequenas pedras (marga) e com as quais se confundiam os ovos e aves devido ao seu mimetismo cromático.
Pois bem, para plantar eucaliptos que estão vermelhos de vergonha pelo sucedido, destruiram a paisagem nestes baldios que têm as autarquias como entidades administradoras, além do mais este local está situado em plena Reserva Ecológica Nacional, nesta primeira elevação a seguir à planície gandareza e por isso denominada "Horst de Cantanhede".
Esta elevação divide a Bacia Hidrogáfica do Vouga a poente da Bacia Hidrográfica do Mondego a Nascente e é também a fronteira a nascente da exsurgência dos Olhos da Frevença, o que aqui se fizer de mau de algum modo irá afectar negativamente os aquíferos desta fonte de água que nos abastece.
É de referir que as autarquias, Junta de Freguesia de Cadima e Câmara Municipal de Cantanhede têm conhecimento desta e de outras situações que serão publicadas aqui.
O provérbio: - "Quando passares pela terra dos tortos, fecha um olho."







