domingo, 25 de maio de 2008

Proposta para a criação de um parque temático no Zambujal “Parque Fonte Seca - Gião”

De acordo com a Constituição da Republica Portuguesa no seu artigo 66.º (Ambiente e qualidade de vida) nós cidadãos temos o dever de defender o ambiente e participar na criação e desenvolvimento de parques, bem como classificar e proteger paisagens e sítios… ((alínea c) do nº 2 do mesmo artigo))


O Parque PROSEP em Cantanhede é um bom exemplo de que quando há vontade por parte das autarquias se pode fazer um parque mesmo que as condições não sejam as melhores.
Vejamos o Parque PROSEP de Cantanhede.



Cerca de 1,6 ha onde eucaliptos e mimosas predominam, situado na Zona industrial de Cantanhede. O parque é o rectangulo verde.

Enfaixado entre duas estradas paralelas separadas 40 metros uma da outra numa extensão de cerca de 400 metros, o Parque PROSEPE de Cantanhede é um eucaliptal com muitas mimosas ao qual a Cãmara Municipal de Cantanhede atribuiu um "estatuto especial" fazendo do eucaliptal um parque com direitos especiais.

Com uma pista de manutenção, parque de merendas e viveiros.

Sou crítico do facto de se dizer no cartaz que a arborização é com espécies autóctones, quando predominam eucaliptos (Eucalyptus globulus) cuja plantação está sujeita a legislação específica e acácias (Acacia dealbata) invasora e de plantação extremamente restrita, proibida por ser invasora, ambas as espécies de origem australiana logo, não autóctones, além de prejudiciais, não há rigor cientifico no cartaz o que é pedagogicamente incorrecto, quando tal informação tem como alvo principal, crianças e jovens.

Neste parque é pedido às pessoas que não façam barulho para não assustar os animais (coalas?) quando o parque se situa numa zona industrial, entre duas estradas, com trânsito frequente e com o barulho de oficinas a escassos metros, apetece-me dizer que este pedido é ridículo.

A única árvore autóctone que encontrei ali está excluída do parque é este sobreiro (Quercus suber).

Mesmo assim não sendo um bom exemplo de floresta autóctone para as crianças tem potencialidades que a autarquia com boa vontade tem aproveitado e divulgado apesar de pouco frequentado no que se me tem dado observar. Peço às autarquias uma vontade idêntica para a criação dum parque temático no Zambujal, com todas as condições para o ser.


Senão vejamos:

Parque Temático Fonte Seca – Gião do Zambujal

(condições e factos, que o tornam viável)

Que os nossos autarcas tenham vontade política de o fazer e de colaborarem com as populações

(Esta foto está à mesma escala da 1.ª foto do Parque PROSEPE)
Cerca de 80 mil metros quadrados de “terrenos comunais” sem descontinuidades em plena Reserva Ecológica Nacional. A vermelho terrenos comunais "baldios" e a amarelo terreno da ACRZ (Associação Cultural e Recreativa do Zambujal) ao serviço da comunidade.


Uma paisagem rara no mundo de afloramentos geológicos dos quais já se pediu a classificação.


Zona com valor cultural e pedagógico. Estratigrafia e paleontologia que apelamos para que não sejam destruídos.

Zona de grande biodiversidade, tanto de flora como de fauna onde as aves não precisam que lhes construam ninhos porque têm tudo o que necessitam para os fazer.

Zona com fontes de origem romana, nascentes, fosseis, plantas autóctones que fariam do parque um parque temático de grande interesse pedagógico além de lúdico.

Zona integrada em ambiente rural propício a caminhadas saudáveis por trilhos (carreiros) rústicos e pistas pedonais. Aqui é possível traçar pistas de manutenção com vários kilómetros de extenção.

Este parque aproveitaria de infra-estruturas desportivas, culturais e sociais construídas e a construir pela ACRZ no seu recinto desportivo do Monte Grande e integrado nesta proposta de projecto.

Numa primeira fase seria a delimitação, já pedida, da zona do parque, a população do Zambujal colabora. Os custos não serão grandes tendo em conta os benefícios para o Zambujal e para o Concelho nas mais diversas áreas sociais culturais e económicas.A partir da delimitação limpar o que a CMC permitiu que se depositasse naquela zona, resíduos de alcatrão resultante da obra de saneamento do Zambujal e Fornos
O provérbio: - "Quem tem esperança, tem paciência."

19 comentários:

a casa da mariquinhas disse...

Não conhecia este blog. Estou a conhecê-lo agora, e ainda bem!
Parques, temáticos ou não, merecem sempre o meu aplauso.
A frase ao topo do blog (não sei se muda a cada post, ou se se mantém, é a 1ª.vez que aqui venho...) é muito profunda e verdadeira.
As fotos laterais são uma delícia. Maravilhosas! Parabéns!
Voltarei. Vale a pena!
Um abraço
Mariazita

Sifrónio disse...

Subscrevo a proposta. Pena é que responsáveis autárquicos não abandonem o comodismo dos gabinetes ou quando o fazem se limitem a dar um "passeio pelo quintal". Depois queixam-se de cansaço nas campanhas eleitorais!

Anónimo disse...

Por intervenções destas se vê às claras o alcance que os blogues podem ter e têm realmente como espaços de exercício da cidadania. Que as comunidades saibam retirar destas intervenções todo o proveito geral que contém! E que cada autor de cada intervenção seja reconhecido devidamente pelo seu trabalho!
Ao Carlos Rebola, felicitações (em especial pela recolha feliz de tantas imagens, mais uma bela colecção!) e um abraço pela sua saúde restabelecida,
Ars

Templo do Giraldo disse...

Ca estamos de novo meu amigo.

Depois de terminada a queima das fitas, e aquelas noites bem passadas, e bem regadas, estamos de regresso ao mundo activo do blogger.

Deparei que continuas aqui com o teu "sitio" bem movimentado como ja nos habituas-te.
Em breve voltarei com mais vagar para saber o que aqui se tem passado.

Um abraço.

Júlia Galego disse...

Muito interessante a ideia do parque temático. Sobretudo porque se propõe aproveitar a natureza "tal qual ela está" sem as intervenções ou as famigeradas "requalificações" que as autarquias inventam para destruir o que existe e criar espaços "bonitinhos", às vezes sem qualquer critério.
Abraço
Júlia

Anónimo disse...

No dia da árvore, a Ex.ma Câmar de Cantanhede levou crianças das escolas ao tal parque onde não se pode afugentar os coalas, onde os técnicos da Inova plantaram uma árvore de raça desconhecida e ao meio dia já estavam a comer uns leitoes, enquanto as crianças e seus mestres e educadores aguadavem a vinda de um autocarro para os levar de retorno à escola.
Os técnicos da inova, especialistas em leitão assado à Bairrada e bruto de da adega cooperativa.
Um pequenito chegou a afirmar que quando for grande que ser da inova.

Anónimo disse...

O leitão assado e o bruto da adega não passa dum tapa olhos. Com conhecimento de causa posso dizer que esta empresa municipal é a maior aldrabice que se pode oimaginar, taxos aos montes onde se dá a comer a passarinhos como o "Chapim Real" que mora aqui bem próximo. Qual agricultura biológica os produtos horticolas são fornecidos por um armazem tutti aqui bem próximo, uma mina são os de pior aspecto (aqueles que ninguém compra) mas com o rótulo de biológicos são vendidos a bom preços (os leitões assim são baratos) isto aqui e arredores até á camara é uma palhaçada num circo de grande barraca, tudo gente boa... muita gente come da gamela, não se pode queixar, estão presos pelo beiço... uma vargonha

Carminda Pinho disse...

Este post é um exemplo de como através da blogosfera se pode exercer a cidadania.
Diz o provérbio: "Quem tem esperança tem paciência" e eu acho que o contrário também existe.:)

Por outro lado, lendo os comentários, constatei que se falava de leitão...
Ó meu amigo! até fiquei com água na boca:))) e, pensar que só lá para Julho é que irei ter o prazer de deleitar-me com o saboroso leitão da Bairrada ali, mais para os lados da Malaposta...:)))

Um Abraço

Deixei-lhe um desafio no meu canto, se quiser aceitar, será um prazer, se não, amigos como dantes.:)))

mjf disse...

Olá!
Bom dia, vim agradecer a sua visita ao meu cantinho. ;=)
Gostei de conhecer este espaço lindo e com fotos maravilhosas
Voltarei

Beijocas

anamarta disse...

Olá Carlos
Gostei muito de passar por aqui, um blog muito interessante e interessado pelo ambiente, a esperança como é costume dizer-se é a última a morrer. desejo que consiga concretizar este projecto!Um Abraço

Carlos Rebola disse...

Obrigado Mariazita pela visita e elogios.
Beijos
Carlos Rebola

Carlos Rebola disse...

Amigo Sifrónio

Obrigado pela solidariedade, disponibilizada nestas questões tão importantes para as comunidades das aldeias, as populações aqui só têm interesse para oferecerem um voto.
Abraço
Rebola

Carlos Rebola disse...

Amigo Arsénio

A “blogosfera” é uma tribuna, ainda livre, onde podemos exercer cidadania activa sem mordaças, burocracias e ou taxas de elevados custos. Também penso que cada vez mais os “blogues” estão a ser levados a sério por quem decide e está atento.

Abraço amigo
Carlos Rebola

Carlos Rebola disse...

Templo do Giraldo

Obrigado pela visita e referências.
Abraço
Carlos Rebola

Carlos Rebola disse...

Olá Júlia

Sempre atenta ao que deve ser feito para a melhoria da qualidade de vida das pessoas e defesa do ambiente.
Obrigado pelas tuas palavras de incentivo.

Beijos
Carlos Rebola

Carlos Rebola disse...

Caros Anónimos

Devemos denunciar o que nos incomoda e acima de tudo prejudica as comunidades contribuintes, que devem exigir uma boa gestão dos seus impostos e ao seu serviço.
Obrigado

Abraço
Carlos Rebola

Carlos Rebola disse...

Olá Carminda

Obrigado pela visita e pelo estímulo. De acordo "quem tem paciência, tem esperança".
A nossa região "Bairrada" é conhecida não só pelo leitão assado e bons vinhos mas também pela hospitalidade das suas gentes...

Beijos
Carlos Rebola

Carlos Rebola disse...

Olá MJF

Obrigado pela visita e elogios ao "Ferroada".

Beijos
Carlos Rebola

Carlos Rebola disse...

Anamarta

Obrigado pela visita e palavras de estímulo.
Tenho muitas esperanças que um dia este projecto dum parque temático será uma realidade, porque se vai tornar uma necessidade.

Beijos
Carlos Rebola