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domingo, 22 de junho de 2008

Pôr do Sol no Monte Grande

A Associação Cultural e Recreativa do Zambujal realizou hoje uma festa para as crianças.Esta festa terminou quando este magnifico Pôr-do-sol visto do Horst, (pequena elevação) onde fica o recinto desportivo, aconteceu e ficou registado nas fotos que desejo partilhar.








Mas se a Câmara Municipal de Cantanhede e a Junta de Freguesia de Cadima persistirem na postura de não querer resolver a questão da ocupação do baldio (artigo matricial da freguesia de Cadima n.º 18192), por um industrial da construção civil. Este baldio, com a área de 8420 metros quadrados, é contíguo ao recinto da Associação a Poente, daqui a alguns anos e se a proposta feita pela Junta de Freguesia de alteração do PDM (Cantanhede) para que esse espaço (baldio) na REN seja urbanizável, teremos em vez destes maravilhosos pôr do sol, prédios a tapar o horizonte onde acontece o mesmo. A Junta de freguesia parece ter medo dos tribunais, penso que nestes casos goza de patrocinio judicial. A CMC diz que este é um problema jurídico complicado, até dá a impressão que só sabem resolver problemas simples, com tanta massa cinzenta na câmara não entendo, tantos doutores e engenheiros e técnicos superiores, não se percebe, pois parece que só resolvem problemas com a solução previamente apensa.

Ver cronologia relacionada com a ocupação do baldio.

O provérbio: - "A boca do ambicioso só fica cheia com a terra da sepultura"

quarta-feira, 12 de março de 2008

Ainda há pastores no Horst







( 40°18'8.00"N 8°37'15.97"W)
A Pastorícia no Horst de Cantanhede onde o pasto é fertilizado nos baldios dos Rodelos e margas de S. Gião com entulho lixo e alcatrão da EM 586 tudo biológico, não fosse aqui Reserva Ecológica Nacional.
O provérbio: - "Caminho trilhado não cria erva."

sexta-feira, 7 de março de 2008

Património cultural e paleontologico em causa - 1

Os afloramentos do jurássico do Gião que ainda podem ser salvos da ignorância e mesquinhês egoista de quem os tem vindo a destruir e de quem não tem querido evitar este "crime", em terrenos baldios junto da "Estrada Real" Monte Grande/ São Gião no Zambujal em plena Reseva Ecológica Nacional.
(40°18'9.17"N 8°37'15.24"W)

Aqui no sítio dos "Rodelos ou Oliveira da Pacheca" perto de São Gião uma paisagem que a mãe Natureza levou milhões de anos a "esculpir" está a ser destruída sem que as autarquias, (que até dão imagem de cultas) se importem apesar de conhecerem. Foi há cerca de 140 milhões de anos que estas margas se começaram a formar lentamente a partir de lamas argilosas cheias de crustácios marinhos, emergiram do mar. No centro da foto é visivel uma "ammonite" que se reproduz na foto a seguir.

Esta é uma das muitas ammonites que aqui se viam à superfície, sem necessidade de partir pedra. Um património cultural e pedagógico que as gerações futuras poderiam usufruir não fosse a mesquinhês, a ignorância e o desprezo que alguns, incluindo politicos, pelo nosso património natural e cultural.



Este manancial de abundância de vida fossilizada corre o risco de ser destruida como já aconteceu aqui em plena Reserva Ecológica Nacional que foram cobertos com resíduos de alcatrão (hidrocarbonetos) referenciados na LER (lista europeia de resíduos) como perigosos, (17 03 01 e 17 03 03). Um aquífero contaminado com estas substâncias pode levar mais de mil anos a regenerar-se, (os aquíferos não têm arejamento, são depósitos suterraneos de águas pouco movimentadas, que sobem à superfície em exsurgências como os "olhos da Fervença".)
Serão estes os fósseis e cascalho miudinhos referidos por Carlos de Oliveira em Finisterra?

Esta é uma bela amonite, quando criança chamávamos-lhes "caracóis de pedra" a origem do termo amonite vem do facto de estas serem parecidas com chifre de carneiro, o deus Amon dos antigos egípcios tinha cabeça de carneiro. Daí Amonite.

O provérbio: - "Ninguém é rei na sua terra."

quinta-feira, 6 de março de 2008

Ferroada na Reserva Ecológica Nacional - 2

Afloramentos do jurássico que já foram destruídos em terrenos baldios e na Reserva Ecológica Nacional
(40°18'10.25"N 8°37'13.71"W)


Uma pequena amostra duma paisagem velha de milhões de anos (+/- 140 milhões) que fizeram o favor de em dois anos destruirem complectamente a foto acima é de 2003. Estes afloramentos ricos em fosseis que se podiam ver a descoberto, tinham grande valor paleontológico e estratigráfico além de cultural e pedagógico. Esta paisagem constituia um biótopo que dava vida a uma fauna e flora única na região, orquídias raras, ervas aromáticas, aves como a cotovias, petinas, cartachos, pinta roxos, labercos, boieiras e cirolicos uma ave que fazia o ninho nestes afloramentos com pequenas pedras (marga) e com as quais se confundiam os ovos e aves devido ao seu mimetismo cromático.



Pois bem, para plantar eucaliptos que estão vermelhos de vergonha pelo sucedido, destruiram a paisagem nestes baldios que têm as autarquias como entidades administradoras, além do mais este local está situado em plena Reserva Ecológica Nacional, nesta primeira elevação a seguir à planície gandareza e por isso denominada "Horst de Cantanhede".

Esta elevação divide a Bacia Hidrogáfica do Vouga a poente da Bacia Hidrográfica do Mondego a Nascente e é também a fronteira a nascente da exsurgência dos Olhos da Frevença, o que aqui se fizer de mau de algum modo irá afectar negativamente os aquíferos desta fonte de água que nos abastece.

É de referir que as autarquias, Junta de Freguesia de Cadima e Câmara Municipal de Cantanhede têm conhecimento desta e de outras situações que serão publicadas aqui.

O provérbio: - "Quando passares pela terra dos tortos, fecha um olho."