quinta-feira, 8 de maio de 2008

Como ocupar "legalmente" um baldio em cinco lições

2.ª Lição


Perfil do empreendedor (ocupante de baldio)



PGL - Plano geral da lição







Objectivos operacionais - No fim desta lição (unidade lectiva) o aluno (discente, instruendo) deve ser "capaz" (verbo, acção) de alterar o seu comportamento nos aspectos a corrigir de modo a adquirir as perícias necessárias para desenvolver, perfil adequado à função exigida (ocupante “legal” de baldio).







Objectivo final - Ocupar um terreno baldio "legalmente", sabendo-se que tal não é possível... pela lei nem pela grei... (no sentido dos bons costumes do povo).







Condição necessária (sine qua non): -Olhar somente para o seu umbigo, interesse pessoal, nunca por nunca, se preocupar com o interesse da comunidade. Cada um que trate da sua vida e deixe a dos outros (minha) em paz - Chico-espertismo.







O perfil a desenvolver, para ter êxito como ocupante de terreno comunal "baldio":







1.º - Ser bom falante, persuasor, convencer qualquer pessoa sem problemas...



2.º - Parecer honesto, frequentar as reuniões da comunidade, por exemplo missa, se em meio rural...



3.º - Pôr-se sempre ao lado da comunidade, para ganhar a sua confiança...



4.º - Apregoar a aquisição de terrenos legalmente, exibir os documentos mas nunca dizer a área adquirida... honestidade acima de tudo sem nunca cair na patetice de identificar o terreno "in loco" com as confrontações inscritas nos documentos que lhe conferiram a posse... o baldio confinate nunca deve ser identificado...



5.º - Parecer incapaz de fazer mal a quem quer que seja, e ostentá-lo, como por exemplo dizer constantemente "Eu graças a Deus não preciso de nada que não seja meu." gritar isto bem alto quando se está no seio de gente honesta, de preferência "cristãos", a prática deve resumir-se aos rituais, missas muitas, padres-nossos bastantes e terços sem conta...



6.º - Subornar quando preciso, para conseguir apoios, o suborno até pode ser "inocente" do tipo presentes à vaidade, ao mealheiro, ao tesouro (jóias) ou ainda ao estômago (leitões, cabritos, jantaradas)...



7.º - Utilizar em benefício próprio os sete pecados capitais: - "Avareza, soberba, gula, ira, inveja, luxúria, preguiça." alienando os outros (próximo), alimentando-lhes os vícios de modo a comprometê-los na sua causa e objectivo (ocupação de terreno comunal "baldio").



8.º - Parecer que não é insencível ao sofrimento dos outros, mostrar-se sempre solidário, mas protelar sempre a solidariedade, é fácil arranjar justificação para não ajudar (o seu próprio umbigo).



9.º - Parecer estar contra qualquer tipo de trafulhice, ao ser descoberto em alguma tramóia, apresentar sempre uma justificação "aceite" pelo "próximo" (comprometidos, apoiantes, cúmplices, subornados, alienados, enganados... escravos) mesmo sabendo que outros nunca serão convencidos... serão sempre poucos.



10.º - Referir vezes sem conta que o mundo sempre foi assim e sempre assim há-de ser: - CORRUPTO e INJUSTO, assim tudo o que se fizer de mal nunca é de mais, porque é naturalmente aceite por "todos" (próximo). É uma factalidade.


E aplicar sem contemplações a Lei de Gerson – “O importante é tirar vantagem em tudo."


Também é preciso:


- Ser visto, sempre, com gente importante.





Bibliografia: - Será publicada no fim deste módulo lectivo de cinco unidades leccionáveis...





Exercícios práticos: - serão executados com base em casos reais, facultados a pedido, que serão melhorados nas falhas que tais casos existentes demonstrarem.





Documentação processual: - Será fornecida a pedido, ao abrigo da L.A.D.A. no local próprio (administração)





Citação (também conta para avaliação descobrindo a obra e o autor): - "Se os homens são assim tão maus apesar da ajuda da religião, como seriam eles sem ela ?." Autor: Franklin , Benjamim





O provérbio (não conta para avaliação): - "Do adulador, quanto mais longe melhor ."

2 comentários:

xistosa disse...

Amigo Carlos Rebola

Esta descrição até parece que foi colhida na prisão, numa entrevista, ao usurário Avelino Ferreira Torres.

Pela explanação e dada a impossibilidade da ubíqua presença, talvez se trate dalgum outro ser ...

Gosto de colocar o nome a todas as "aves" do meu rebanho.

Não gosto de confundir a bicharada.
Na época de caça não há quem assuste esses passarões.
Normalmente batem as asas e retiram para outros poisos.
Pelos vistos esse(s) passarão(ões), está(ão) bem arreigado(s) à terra ... é mais fácil, é só abrir a cova!

fotógrafa disse...

COM AS MÃOS SE FAZ A PAZ SE FAZ A GUERRA.
COM AS MÃOS TUDO SE FAZ E SE DESFAZ.
COM AS MÃOS SE FAZ O POEMA - E SÃO DE TERRA.
COM AS MÃOS SE FAZ A GUERRA - E SÃO A PAZ.

COM MÃOS SE RASGA O MAR, COM AS MÃOS SE LAVRA.
NÃO SÃO DE PEDRAS ESTAS CASAS MAS DE MÃOS. E ESTÃO NO FRUTO E NA PALAVRA,
AS MÃOS QUE SÃO O CANTO E SÃO AS ARMAS.

E CRAVAM-SE NO TEMPO COMO FARPAS,
AS MÃOS QUE VÊS NAS COISAS TRANSFORMADAS.
FOLHAS QUE VÃO NO VENTO, VERDES HARPAS.
DE MÃOS É CADA FLOR CADA CIDADE.
NINGUÉM PODE VENCER ESTAS ESPADAS:
NAS TUAS MÃOS COMEÇA A LIBERDADE.

(Manuel Alegre)

abraço e bom fds