segunda-feira, 20 de outubro de 2008

INOVA-EM factura das taxas, versus factura de consumo de água

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A factura do consumo de água, INOVA-EM, passou a ser uma factura mensal de taxas. Que pouco ou nada esclarece, sobre a justificação e fundamentação dos seus cálculos. Uma confusa factura.
- Consumo de água ( custo do serviço serviço)* - 1.48€-100%
- Saneamento fixo (taxa) – 1.21€ - 81.76%
- Saneamento variável (taxa) – 1.04€ - 70.27%
- Lixo fixo (taxa) – 1.02€ - 68.92%
- Lixo variável (taxa) – 0.15€ - 10.14%
- Tarifa de disponibilidade (taxa) – 2.20€ - 148.65%
- IVA (taxa) – 0.29€ - 5%
- Total de “taxas” – 5.91€ - 399.32%

Conclui-se assim que estamos perante uma factura de taxas e não de consumo de água.
Quem se esforça por reduzir o consumo de água é penalizado fortemente nas taxas que paga.


Os consumidores não entendem, o que são saneamento variável e lixo variável, era bom que tal fosse explicado de modo a que todos compreendam, os cartazes de propaganda dos serviços INOVA são bonitos e devem ser caros, mas não explicam isto, sugerem-se, uma vez que não tomam a iniciativa, campanhas de esclarecimento junto das populações, o Zambujal ainda tem uma escola onde podem ser feitas. Serão bem vindas campanhas pedagogicas sobre o consumo de água, saneamento, lixos e ambiente. Antes que a escola seja encerrada.


O contribuinte é assim tão explorado porquê? Que interesses os contribuintes estão a pagar, o princípio do poluidor pagador deveria ser mais justo e penalizar aqueles que realmente poluem, não todos por igual.
* - O cálculo do custo da água no consumidor já inclui algumas das chamadas taxas principalmente a “tarifa de disponibilidade” que além de ser ilegal face ao prescrito na lai 12/2008 está incluída nas variáveis que entram no cálculo do preço por m3 de água, como despesas de manutenção de infra-estruturas, distribuição, manutenção do serviço, etc.

Para melhor conhecimento, da situação e evolução dos programas relacionados com a água na região, veja.

Nós consumidores dos serviços que estamos a pagar múltiplas vezes, temos a obrigação de exigir que a lei seja cumprida, enquanto cidadãos que cada vez mais confiam menos naqueles que dizem que nos defendem. A Lei do consumidor é uma defesa legal que deveria ter aplicação espontânea pelas autarquias, sem Chico-espertismos de interpretações da lei, que subentendem erros ortográficos e outros, para consumo do tal “tanso fiscal”. Não somos analfabetos funcionais.

Precisamos reagir antes que seja tarde

O provérbio: - "Da justiça, o pobre só conhece os castigos"

22 comentários:

São disse...

Mas onde é que esta pouca-vergonha vai parar?!


Aqui fica o convite para passar pelo SÃO, especialmente se gostar de História.

Feliz semana.

Carlos Rebola disse...

São

Isto só irá parar quando já não for possível de aguentar, se não fizermos com que pare antes.

Vieira Calado disse...

Neste país de aldrabões (principalmente as instituições), já nada me surpreende.
Um abraço

Arsénio Mota disse...

Amigo Caralos Rebola:
Resta o direito à indignação. Sempre! Quando as pessoas indignadas forem já tantas, até podem decidir-se a entrar em desobediência civil colectiva: ninguém pagará na redondeza. Nada de estranho, o Direito conhece-o bem. Então...?
Esperemos que as pessoas queiram dar-se ao trabalhito de se indignarem...

o que me vier à real gana disse...

Olá Carlos!
Pois, as coisas, afinal, não são como parecem. A empresa de que fala goza de grande glória aqui no burgo onde vivo, não londe da nova cidade!... Verdade, goza.
A confusão criada só lhes dá jeito, claro! A maioria,porv não compreender, cala!
Abraço!

Carla disse...

uma boa análise de uma situação que nos dói no bolso...pergunto: reagir como?
beijos

Táxi Pluvioso disse...

Acho bem. As taxas matam a sede, (não necessariamente a nossa), de qualquer maneira temos de ir ao supermercado comprar o garrafão de água.

mundo azul disse...

Os nomes dos países mudam, mas, a falta de honestidade e exploração do povo, são idênticas!


Beijos de luz!

as-nunes disse...

Tenho pena de não ter aqui à mão uma das facturas que recebo dos serviços de águas e saneamento e da EDP. Não há pachorra!
Haverá alguém que consegue interpretar aqueles autênticos quebra-cabeças?
Quem lhes encomendou o sermão? Eu só precisava de saber quanto é que pago por unidade de medida para poder fazer contas ao meu consumo, a ver se me aguento com as despesas domésticas.
Vão gozar com o .
Um abraço, caro amigo Carlos Rebola

Sifrónio disse...

Pois eu também não sei o que é o lixo fixo e o lixo variável, mas desconfio que tenho uma explicação.

Lixo variável - aquele que poderá ou não ser produto doméstico e recolhido ou não pela "entidade gestora". E a gente paga!

Lixo fixo - aquele que se vai acumulando por inércia, negligência ou incompetência, da "entidade gestora" (como por exemplo o alcatrão e outros produtos poluentes depositados na REN). E a gente paga!

A verdade é que se vão dando nomes aos abusos cometidos por essa gente das empresas municipais sem que o munícipe se manifeste.

Parece que nasceu um novo ditado: "A pagar é que a gente se entende".

Um abraço.

Multiolhares disse...

Penso que eles não estão preicupados em que o povo entenda, e nós continuamos e comer e calar,somos um povo sereno

Anónimo disse...

Carlos

Esses administradores da INOVA não se "sustentam" só com água, tambem querem pão de ló...

Um abraço
zbl

Carlos Rebola disse...

Caro Vieira Calado

Este é um sentimento, que vivemos num país de aldrabões, infelizmente generalizado, entre os cidadãos portugueses contribuintes pagadores e que cumprem os seus deveres.

Um abraço
Carlos Rebola

Carlos Rebola disse...

Amigo Arsénio Mota

O que observamos e nos fazem neste país é um constante chamamento à insubordinação civil, causa revolta que a continuar assim não há espaço para tanta permissão e paciência.

O direito à indignação se exercido, pois uma vez que, quem pode decidir, não o tem em consideração, pode levar á desobediência civil colectiva.
São demasiadas crises, (onde estão os responsáveis?) para nos justificarem o sempre "aperta o cinto" e o têm que pagar mais, sofrimento, porque...porque... porque... propaganda da alienação.

Um abraço
Carlos Rebola

Carlos Rebola disse...

Caro Gil

São uma espécie de "Senhores Feudais" que vivem á custa dos servos, como não lhes bastasse ainda gozam. Não nadam em águas límpidas pelo contrário nadam em águas muito turvas, onde a transparência está ausente.

Abraço
Carlos Rebola

Carlos Rebola disse...

Carla

Temos que reagir, exercendo a nossa cidadania, reclamando e exigindo os nossos direitos, sob pena de "amanhã" nos tornarem a vida, que já é difícil para os cumpridores e honestos, insuportável ou inviável e aí já é tarde.

Beijos
Carlos Rebola

Carlos Rebola disse...

Táxi Pluvioso

Já se vende água, em garrafas (2dl) três a quatro vezes mais cara que a gasolina e anda-se a dizer que a gasolina está cara e está, mas e a água com gás ou sem gás, sendo os circuitos de distribuição e o fabrico mais leves , porque a água em garrafa (com a poluição sujeitamo-nos a não ter outra para beber) porque é mais cara que a gasolina? Não haverá especulação?

Abraço
Carlos Rebola

Carlos Rebola disse...

Mundo Azul

É o mundo global, a falta de honestidade e exploração do povo, tornaram-se rapidamente em pandemia e o pior é que ninguém com poder de decisão está virado para a combater.

Beijos de reflexo
Carlos Rebola

Carlos Rebola disse...

Amigo As-Nunes

A confusão nas facturas de serviços públicos, parece que é propositada, pois se fossem claras "transparentes" os consumidores verificariam que estão a pagar algo que não consomem e sentiriam o dever de reclamar, assim sempre ficam na dúvida e confusos, fragilizados.
Um amigo meu tem num terreno um poço do qual tira água com um motor eléctrico (trifásico) alimentado pela rede de electricidade da EDP, como na factura de consumo referente àquela "baixada" lhe aparece uma taxa de audiovisual, reclamou junto da empresa e esta disse-lhe que era obrigado a pagar, então perguntou se lhe podiam colocar uma tomada no local, para ligar uma televisão ou telefonia quando fosse ao terreno, mas (paradoxo) disseram-lhe que a colocação de tomadas naquele tipo de baixadas não eram permitidas. Ele pergunta isto não é roubar?

Um abraço
Carlos Rebola

Carlos Rebola disse...

Amigo Sifrónio

Pagamos sempre e aquele que reclama continua a pagar e pode ficar sujeito ao "moobing" que agora está na moda e parece fazer parte da gestão moderna de conflitos.

Os "lixos fixos" que são resíduos perigosos, resultantes dos pavimentos de "asfalto" produzidos nas suas obras de "saneamento?" e reparações das estradas estão realmente fixos, cobrindo os afloramentos do jurássico no baldio dos Rodelos em plena Reserva Ecológica Nacional, é caso para dizer que é pura "trafulhice" dizem que defendem o ambiente e as águas subterrâneas, estes resíduos perigosos naquele local mais tarde ou mais cedo vão contaminar o Aquífero Cársico da Bairrada, a sorte é que essa contaminação desaparece depressa (vários séculos). Desfraldem sem vergonha e pudor as bandeiras das "Boas práticas ambientais" com esta e outras situações, pois há mais no concelho, escandalosas.
"Paga e não bufa" é o que nos estão a impor (ditadura). É necessário lutar contra isto.

Um abraço
Carlos Rebola

Carlos Rebola disse...

Multiolhares

Na verdade somos um povo sereno, no entanto a serenidade tem limites e quando estes são atingidos, por inconsciência ou não daqueles que têm as soluções, o desfecho pode ser de grande sofrimento. Esperemos que os limites da serenidade não sejam ultrapassados.

Abraço
Carlos Rebola

Carlos Rebola disse...

zbl

Se fosse só pão-de-ló!!!

Vê o que se passa na administração da GEBALIS-EM da Câmara de Lisboa, sabemos porque veio a público, o que não sabemos deve ser bem mais e maior. Parece ser paradigmático.

Carlos Rebola