sábado, 7 de fevereiro de 2009

Malhar (sadismo institucional?)


Finalmente a agricultura que produz o pão vai ter desenvolvimentos importantes, o poder político adoptou como instrumento de trabalho uma alfaia essencial ao mundo rural numa das muitas fases da produção do vital pão. Outras importantes alfaias aguardam utilização, numa perspectiva democrática.
Dos espinhos da rosa ou silva se fazem coroas sacrificiais. Poucos recebem as rosas.


(Fonte) da foto

(fonte) da foto



O Provérbio: - "A ferro quente, malhar de repente"


Posted by Picasa

10 comentários:

Sifrónio disse...

"Malha o ferreiro quando o ferro quer temperar
Malha o polícia nas costas do refilão
Malha o governo quando nos quer obrigar
A concordar com as malhas que nos dão"

Da canção "O Malhão" de Paco Bandeira.

Agora, além de "eu gosto de mamar..." de Quim Barreiros aparece "eu gosto de malhar..." de um tal Silva que também gosta de mamar. Pois cá prá gente, o dito deveria ir mamar p'ra outro lado depois de levar uma grande malha.

Um grande abraço e "rebimba o malho!"

J.G. disse...

Com a crise, é provável que muitas coisas mudem e talvez muito do que se perdeu neste desvario de produção em excesso e correspondente consumismo, regresse, como é o caso do trabalho do campo.
O que é preciso é malhar enquanto o ferro está quente...
Pode ser que venhamos todos a receber rosas. Esperemos pela primavera...
Bjs
Júlia

Mariazita disse...

Que boas recordações me trouxeram estas fotos!
Penso que já lhe disse que, em pequenina, dos 6 aos 11 anos, vivi numa quinta, no Minho.
E lembro-me bem das desfolhadas, do malhar do milho...e a alegria com que se faziam todos esses trabalhos!
Que saudades!
Tudo passa...

Pois...as rosas e as silvas, os espinhos...esperemos que haja rosas para todos nós.

Uma noite feliz

Beijinhos
Mariazita

O Guardião disse...

Entre a eira e a arena política, vai um mundo que muitos de nós trilhamos com maior ou menor dificuldade. Não pretendo malhar em ferro frio, por lhe reconhecer a inutilidade, como nada espero de uma classe, ou de parte dela, que confunde a função de servir com a tentação de servir-se. Dos falam em malhar ou que ameaçam quem os enfrenta não rezará a História.
Cumps

Carlos Rebola disse...

Sifrónio

Parece recorrente a utilização do malho para calar, chantagear e amedrontar, uma espécie de educação à moda da "velha senhora". Desta forja política, caldeiam-se os "metais" malham-se, eis que surge uma nova e "dura liga" tipo "Tirânio".

Abraço
Carlos Rebola

Carlos Rebola disse...

Júlia

Da mais fétida lama pode nascer a flor mais bela e pura como a flor de lótus, também tenho esperança que as flores hão-de chegar, ajudemos a preparar o novo "jardim", o antigo modelo acabou por produzir muitos espinheiros e ervas danadas.
O campo é grande e espera pelos camponeses.
Porque o ferro está quente é altura de lhe dar nova forma, malhando-o, sejamos nós os ferreiros...

Obrigado pelo seu estímulo à reflexão.

Beijos
Carlos Rebola

Carlos Rebola disse...

Mariazita

Fico muito contente por ter suscitado boas recordações, também o seu sítio, não raras vezes, é um caminho para o meu passado feliz.
Decerto haverá rosas para todos, nem que para as obter tenhamos que viajar ao passado ou às estrelas, duas coisas que ainda não nos conseguiram tirar.

Obrigado e beijinhos
Carlos Rebola

Carlos Rebola disse...

Guardião

Fez-me lembrar a histórica frase da antiga Roma, a dos Césares "Panis et Circus". Oferece-se um naco de pão em troca de acção na arena até à morte... entretanto está-se entre a eira e a arena. E eles bem nutridos estão na “malhação” e riem de satisfação, quais Césares!...
Penso que na história à um lado negro, produzido por energúmenos...

Um abraço
Carlos Rebola

Táxi Pluvioso disse...

Que venha a lei das sesmarias.

Carlos Rebola disse...

Amigo Táxi Pluvioso

Talvez a "Lei das Sesmarias" ainda se encontre em vigor, não faço ideia se alguma vez foi revogada no papel, a expropriação pelo menos é actual. Parece-me que uma reforma agrária segundo os princípios da referida lei (adaptada à evolução tecnológica) por exemplo, substituindo o gado e jipes por máquinas agrícolas... Resolveria o problema do abandono dos campos e ajudaria a minimizar o desemprego, o “ócio e vadiagem”.
Erradicar o princípio, em voga, do "degradar para desacreditar" como aconteceu com a recente "reforma agrária", é preciso.
"A terra a quem a trabalha".
D. Fernando a ministro da lavoura... já que não temos nenhum no activo.

Que se aqueça o ferro que o tempo esfriou e malhe-se nele...

Abraço
Carlos Rebola