domingo, 2 de novembro de 2008

Linha de Alta Tensão 400Kv - Paraimo - Lares - Lavos

A população de Zambujal e Fornos teve conhecimento da intenção da construção duma linha de muito alta tensão 400 mil voltes, numa área que atravessava os dois lugares e mobilizou-se para a recolha de assinaturas a requerer a passagem da referida linha junto à A14, onde provocará menos impacto na vida e saúde das populações dos mesmos lugares. Recolheu 175 assinaturas que acompanharam o requerimento/petição que foi entregue na Junta de Freguesia de Cadima, em 19 de Setembro, dentro do prazo de discussão pública, (até 25 de Setembro), para que seja tido em conta a opinião da população e deferido o seu requerimento.


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Ninguém compreende entre a população, porque é que havendo sítio fora das povoações para a passagem da linha de muito alta tensão, a empresa que efectuou o estudo e projecto prévio, não o fez logo, contemplando esses sítios, escolhendo a sua passagem pelas povoações. Há quem diga, que o fazem, porque sabem que vão haver reclamações e quantas mais houver, mais estudos têm que fazer, cobrando muito mais dividendos com estudos e projectos a mais. Está mal...
O Provérbio: - "Quem cala consente"

10 comentários:

xistosa - (josé torres) disse...

Não me vou pronunciar pelos estudos que fazem ... são feitos, com o corpo debruçado na secretária e com a varinha de comando na mão.
São os "Doutos".
Os senhores, donos do conhecimento profundo.
Parece-me que está provada a malignidade de alta ou muito alta tensão, mas enquanto houver dinheiro para estudos, passa-se por cima de tudo e todos, por que os "Doutos", fizeram um estudo.

Não acredito que havendo reclamações, não volte tudo à estaca zero e se ganhe mais uns "cobres", que a vida está difícil para todos.
E quem sempre viveu bem não quer perder prestígio, desculpe que não era isto, privilégios!

São disse...

pois...
Tem flores para si lá em casa, se as ceitar.
Saudações.

Táxi Pluvioso disse...

Essas linhas farão mal com certeza. Estudos fiáveis só dentro de 100 ou 200 anos, mas acho que o problema é outro.

Todos querem comodidades mas não querem as chatices associadas. Se recusassem a electricidade eu compreeendo os protestos, sem isso não compreendo. A mesma coisa para as antenas de telemóvel.

Mariazita disse...

Neste país as decisões são todas tomadas em cima do joelho.
Essa hipóete da necessidade de novos estudos e mais uns cobres a pingar não me espantaria nada...
Beijinhos
Mariazita

Carlos Rebola disse...

Amigo José Torres

A população entre vários caminhos da linha de muito alta tensão, que o estudo apontava escolheu aquele que passa fora das povoações.
Estas linhas com voltagem de 400000 voltes estão suspensas em estruturas metálicas que são autênticos monstros, se um calha num quintal (adeus quintal), produzem um ruído ensurdecedor com nevoeiro, chuva ou tempo húmido, além de produzirem um elevado campo electromagnético que afecta o metabolismo celular e nós somos feitos de células. Por isso e sabendo que é assim porque é que o estudo não previa unicamente o caminho que menos afecta as populações? Aí é que se pode pensar que é uma questão puramente económica (especulativa) e cara que está em causa.

Um abraço
Carlos Rebola

Carlos Rebola disse...

São

As rosas normalmente picam quem as colhe e as oferece, mas são as rosas que aceitamos apesar dos espinhos. Obrigado

Abraço
Carlos Rebola

Carlos Rebola disse...

Amigo Táxi Pluvioso

O problema é que há alternativas mais amigas das pessoas, são essas que apontamos.
Não pusemos em causa a construção da linha de muito alta tensão, cujos efeitos sobre a saúde das pessoas que vivem perto são conhecidas, propusemos uma alternativa, aliás prevista, fora das povoações, é razoável.
Para as antenas de telemóveis deve ser igual.

Um abraço
Carlos Rebola

Carlos Rebola disse...

Mariazita

É verdade quem faz os estudos desta natureza, sabe muito bem o que é bom para as pessoas, mas mesmo perante melhores alternativas, teimam em fazer o contrário e é por isso que penso que quando falam em progresso ou desenvolvimento não estão a pensar nas pessoas mas simplesmente nos cifrões que eles irão arrecadar. É uma tristeza maior ainda quando, tantas vezes, nos sentimos impotentes para os chamar á razão e humanismo...

Beijos
Carlos Rebola

Anónimo disse...

PENSO QUE É TEMPO DE SE COPIAR OS BONS EXEMPLOS DOS ESTADOS UNIDOS NESTE ASPECTO: AS LINHAS SÃO COLOCADAS EM POSTES CILINDRICOS TIPO ANTENAS DE TELEMOVEIS ( REDONDOS ) E JUNTO ÁS BERMAS DAS AUTOESTRADAS . NÓS POR CÁ JÁ TEMOS ESSES POSTES NAS LINHAS A 220KV POR EXEMPLO JUNTO Á A2 NA ZONA DE SACAVEM . É SÓ OS SENHORES DA REN , CONTINUAREM A FAZE-LO . UM ABRAÇO PARA VOCÊS AÍ E TUDO DE BOM . ZÉ CARLOS - SETÚBAL .

Carlos Rebola disse...

Zé Carlos

Esse tipo de poste é uma boa solução pelo facto de ocuparem menos espaço.
Junto das vias de comunicação ainda melhor porque a zona de segurança destas infra-estruturas é superior a vinte metros de largura em toda a extensão.

O ideal seria quando constroem uma estrada ou auto-estrada fazerem túneis de dimensões adequadas para estes sejam vias de transporte dos vários cabos e tubos desde as comunicações, gás e electricidade, a prosseguir nesta instalação de linhas aéreas um dia o espaço e a paisagem torna-se insuportável, com todos os efeitos colaterais que provocam.

Obrigado e um abraço
Carlos Rebola