O Mestre e a sua criação.
A felicidade de quem fez nascer e criou uma autêntica obra de arte, o "cordão umbilical" que ligava ambos, foi hoje cortado no primeiro patamar da Escada Quebra Costas logo a seguir ao Arco Almedina. Este rosto enigmático da famosa figura coimbrã, a tricana, cantada por poetas como Luís de Camões, receberá, bonita e descalça, todos os que subirem à Sé Velha e Universidade pelas Escadas Quebra Costas.

Os discursos da inauguração.
A Tricana que saíu das mãos do Mestre Alves André.
Um contributo para o tesouro cultural e artístico de Coimbra.
Há quem não resista à sedução da Tricana
O Provérbio: - "A arte é longa; a vida é curta"
12 comentários:
Suponho que será o escultor, Mestre Alves André, que está nas duas primeiras imagens.
Sei que as suas obras, desculpe não me lembrar nenhuma, são pura realidade.
Os traços desta "enigmática figura", são mesmo humanos.
Realistas.
Também gostei de ouvir o discurso do presidente da C. M. de Coimbra, aqui no seu blog. (calado, fala melhor, para mim).
Parece-me que foi este escultor que fez a estátua do papa João Paulo II, que está em Dili - Timor.
Procurei, mas sem paciência e não encontrei.
Também a memória, mesmo a visual, não se mantém imutável.
Mas este nome parece que me diz muito.
Um bom feriado.
Amigo José Torres
Está certo, o Mestre Alves André, nas duas primeiras fotos, tem obra espalhada pelo país e no estrangeiro. Fez a estátua de João Paulo II que se ergue em Díli nos seus seis metros e meio de altura.
A Tricana é mais uma beleza que o mestre nos oferece.
O discurso do presidente, não vale a pena repeti-lo, já todos o conhecemos, nestas ocasiões como noutras é "chapa batida".
Obrigado e
Bom feriado para si também
Um abraço
Carlos Rebola
Eis a Tricana posta no seu sítio em dia de festa! É realmente uma figura mítica (junto com a do Futrica), na velha urbe dos estudantes. E a figura tem a poesia da arte de Alves André, que soube conciliar na corporização do mito o cariz popular da figura com uma dignidade quase senhorial. É obra! Parabéns.
Caro Arsénio Mota
Esta Tricana tem algo que seduz, não tenho dúvidas que irá receber muitos beijos e abraços que irão correr mundo em instantâneos de luz (concretizarei com foto que irei acrescentar ao post). Uma figura grandiosa mas humilde, herança do seu criador, que merece os nossos sinceros parabéns.
Um abraço
Carlos Rebola
Em quem estaria a pensar o velho estudante enquanto simulava o beijo na tricana (estátua)?
Dá a entender que o "velho estudante" sussurrou o seu pensamento ao ouvido da tricana que por sua vez ficou pensativa... seria um profundo pensamento?...
A mítica figura da tricana**, tão enaltecida pelos estudantes**, no fado de Coimbra, agora numa belíssima estátua!
Tem um ar enigmático, sem dúvida, mas ao mesmo tempo parece ter vida.
E até certo ponto, tem: a vida que lhe deu o seu escultor.
Gostei imenso!
Obrigada por toda esta informação.
Beijinhos
Mariazita
** Tricana da minha vida
Se algum dia eu for à Lapa
Hei-le levar-te escondida
Debaixo da minha capa...
Lembras-te?
Mariazita
Também acho esta tricana muito bonita, a expressão do seu rosto é um autêntico enigma que lhe dá vida, só os grandes artistas conseguem fazer isto e o Mestre Alves André consegue colocar vida (alma) nos seus trabalhos, ele costuma dizer "apanhei-a!" e termina.
É uma tricana digna do "Fado Hilário".
Beijos
Carlos Rebola
A cara e a figura do corpo dão ideia de não ser uma portuguesa, essa tricana.
Táxi Pluvioso
Pelo menos foi um português que a criou, o mestre Alves André, a tricana é portuguesa.
Também penso que não existe uma raça portuguesa... A História e a genética confirmam a miscigenação dos portugueses.
Um abraço
Carlos Rebola
Claro que o rosto (parte dele) é a cópia de uma mulher portuguesa, que existe !
Só quem não conhece mestre Alves André e a sua arte é que não vê as multiplas mensagens que transmite.
Eu sei de quem são aqueles lábios!
Caro Manel
Estou de acordo contigo.
Ao contrário da "Blimunda" que apanhava as "almas" para encher a "passarola" que a elevariam aos céus. O que nunca aconteceu.
O mestre Alves André apanha expressões, formas e sentimentos e dá-lhe vida no bronze. A Tricana é mais uma prova. Ela diz sem falar.
Um abraço
Carlos Rebola
Enviar um comentário