Estamos a chegar ao absurdo de haver empresas que pagam o trabalho com tempo, é o que se houve e lê na comunicação social, os trabalhadores trabalham mais horas e essas horas são pagas ao trabalhador com horas de descanso.Chegaremos à seguinte situação:
- Um trabalhador é contratado para executar determinada tarefa, depois de a executar recebe tempo em vez de dinheiro e é livre de gastar esse tempo como bem entender, porque "tempo é dinheiro" é válida esta forma de pagamento como outra qualquer, dinheiro ou géneros.
- Na hora de pagar o "patrão" diz-lhe "toma lá o teu salário 5% em dinheiro e 95% em tempo, quando precisar do teu trabalho volto a contactar-te, sei que compreendes que a crise me tem levado o tempo todo, mas arranja-se sempre algum para ti."
Assim a riqueza de cada um é calculada em função do tempo que ganhou, aqui é que bate o ponto enquanto alguma coisa mexer o tempo não acaba (sem movimento não existe tempo), quem for o seu proprietário tem uma eternidade para trocar por trabalho.
Que raio de mundo o "homem" está a construir? Será que isto não merece uma reflexão.

-A British Airways pediu aos funcionários que trabalhem um mês de "borla". O Director executivo da BA, Willie Walsh, já concordou em abdicar do seu salário mensal de 61 mil libras (cerca de 50 mil Euros) no mês de Julho.
- Em vez de se criarem condições às famílias para poderem dar-lhes uma vida com qualidade, não, institucionalizam-se (privatizam-se? nacionalizam-se? as crianças).

- Cristiano Ronaldo (um ser humano?) é "vendido" ou "vende-se", por quase cem milhões de Euros.
- As pessoas (seres humanos) estão a ser transformadas em mercadoria, no século XVI e seguintes eram negros de África, hoje, Século XXI, são de todas as cores e de todos os países. Estamos a caminhar a passos largos para a escravatura humana generalizada e legalizada. Não tardam as grilhetas, salário de chicotadas além dum caldo na estrita medida para os manterem vivos e capazes de trabalharem, quanto ao tempo de vida, não importa tempo há muito e muitas mais vidas que ele (o tempo) pode comprar.
É obrigatória e urgente uma séria reflexão e consequente acção que inverta estes paradigmas, que não são de progresso e muito menos Humanos...
O provérbio: - "O rico até no Inferno tem direito a gelado"



