(Sting) Pequenos atentados ao património ambiental, paleontológico e comunal que poderiam ser facilmente resolvidos, não fosse o desprezo das autarquias, deixando-se que estes "pequenos delitos" se somem dando como resultado grandes e graves problemas que contribuem para o desrespeito e falta de solidariedade com as gerações futuras. “Ferroada" pretende denunciar o que acontece contra o ambiente e ordenamento do território no Zambujal - Cantanhede. (agir localmente recomenda a AGENDA21).Vida
Em Março deste ano o Ti António Taboeira no Centro Social de Cadima, onde passava os seus dias, deliciou-nos com a sua arte musical.
No Zambujal, onde o Ti Antoino Moleiro, ia levar a farinha feita no seu moinho e ao Domingo ia alegrar a juventude tocando a sua concertina no largo da capela, cantavam esta cantiga.
“óh ti antoino moleiro está na capela a tocar
ai ai ai está sua maria à espera ai ai ai p`ra farinha maquiar
óh ti antoino moleiro traga-me a minha farinha
ai ai ai que a quero peneirar ai ai ai com a nova peneirinha”
Bem haja ti António Moleiro, fica com saudade na nossa memória
Contra todo o tipo de "progresso" destrutivo do futuro da humanidade. Esta basicamente precisa de um biótopo ou ecótopo que a sustente. Contra a guerra. Contra a exploração do homem pelo homem.Contra a corrupção. Contra o tráfico de incompetências, (compadrios).
Fui Marinheiro na Marinha de Guerra durante trinta anos especializado em electrotecnia, (Radares, Direcção de tiro, Guerra Electrónica e Ajudas à navegação). Fiz comissões nas oficinas de electrónica no Alfeite, na Escola de electrotecnia em Vila Franca de Xira (formação de electrotecnia) e comissões a bordo das Fragatas Roberto Ivens e Vasco da Gama. Actualmente estou na "reforma".
Áqueles que anónimamente cuidaram e perservaram esta terra hoje nossa
A Tí Maria do Vaibem (Carvalheira) com o seu burro(a) carregado(a) em frente á loja do Tí Hermínio Rebola
Ti Manel Rebelo
Adiafa da vindima
Da vinha para a dorna e da dorna para o balseiro, a viagem da uva de que se fazia o vinho antigamente.
Os carregos da nossa gente (1950)
Ti Manel Tréculo
O Ti Severo Faim trabalhador da pedra, canteiro e o Ti Olimpio Joaquim, trabalhador da madeira, carpinteiro e tanoeiro. Gente da minha terra.
Merenda na cava da vinha
O sorriso (malandro) do Ti Manel Rebola, bisavô do Carlos Rebola
O Ti Zé Petinga dança com a Ti Adelina (Mulata) á porta da padaria da Ti Severa Rebola e do ti Joaquim Salvarrainha
O Tí Mário Romão a fazer uns ceirões de verga à porta do Ti Manel Canário.
O Ti Álvaro Rebola e a Ti Manjarica (mulher) a lavrar a terra com o gado, no Poço, para semear milho.
A Tí Luísa caixa a chegar da feira e o Ti Zé (marido) ajuda, em segundo plano na rua da "Mulata" o Tí Mário da Caixa.
O filho partilha a alegria da chegada e também um "naco de pão" da feirada
A minha gente
Carlos de Oliveira escreve sobre ocupações selvagens in "Finisterra"
"- O areeiro não tinha dono. (Em teoria, claro, era o estado.) Deu-se a ocupação selvagem do solo. As concessões, os foros, os arrendamentos só vieram depois: legalidade incerta, contestada. Foi preciso tempo (e sangue já se vê) para esclarecer a posse definitiva da terra."
Este parágrafo de "Finisterra" é duma actualidade dolorosa no que respeita aos baldios do Zambujal situados no "Horst de Cantanhede" sitos em zona de Reserva Ecológica Nacional.