quinta-feira, 18 de junho de 2009

O Tempo é dinheiro "the time is money", que se pague o trabalho com tempo.

Estamos a chegar ao absurdo de haver empresas que pagam o trabalho com tempo, é o que se houve e lê na comunicação social, os trabalhadores trabalham mais horas e essas horas são pagas ao trabalhador com horas de descanso.
Chegaremos à seguinte situação:
- Um trabalhador é contratado para executar determinada tarefa, depois de a executar recebe tempo em vez de dinheiro e é livre de gastar esse tempo como bem entender, porque "tempo é dinheiro" é válida esta forma de pagamento como outra qualquer, dinheiro ou géneros.

- Na hora de pagar o "patrão" diz-lhe "toma lá o teu salário 5% em dinheiro e 95% em tempo, quando precisar do teu trabalho volto a contactar-te, sei que compreendes que a crise me tem levado o tempo todo, mas arranja-se sempre algum para ti."
Assim a riqueza de cada um é calculada em função do tempo que ganhou, aqui é que bate o ponto enquanto alguma coisa mexer o tempo não acaba (sem movimento não existe tempo), quem for o seu proprietário tem uma eternidade para trocar por trabalho.

Que raio de mundo o "homem" está a construir? Será que isto não merece uma reflexão.
-A British Airways pediu aos funcionários que trabalhem um mês de "borla". O Director executivo da BA, Willie Walsh, já concordou em abdicar do seu salário mensal de 61 mil libras (cerca de 50 mil Euros) no mês de Julho.
- Em vez de se criarem condições às famílias para poderem dar-lhes uma vida com qualidade, não, institucionalizam-se (privatizam-se? nacionalizam-se? as crianças).

- Cristiano Ronaldo (um ser humano?) é "vendido" ou "vende-se", por quase cem milhões de Euros.

- As pessoas (seres humanos) estão a ser transformadas em mercadoria, no século XVI e seguintes eram negros de África, hoje, Século XXI, são de todas as cores e de todos os países. Estamos a caminhar a passos largos para a escravatura humana generalizada e legalizada. Não tardam as grilhetas, salário de chicotadas além dum caldo na estrita medida para os manterem vivos e capazes de trabalharem, quanto ao tempo de vida, não importa tempo há muito e muitas mais vidas que ele (o tempo) pode comprar.

É obrigatória e urgente uma séria reflexão e consequente acção que inverta estes paradigmas, que não são de progresso e muito menos Humanos...

O provérbio: - "O rico até no Inferno tem direito a gelado"

sábado, 13 de junho de 2009

Santo Agostinho dizia "O mais difícil, é combater a Douta Ignorância"

Na Reserva Ecológica Nacional do Zambujal, em terrenos baldios sob administração das autarquias continua-se a destruir o património geológico e paleontológico e a preservar-se no local, o lixo e os milhares de metros cúbicos de alcatrão provenientes das obras de saneamento da Câmara Municipal de Cantanhede, aqui é que a Câmara deveria hastear com pompa e circunstância a bandeira ECO XXI e num monte de lixo a fazer de palanque defender as boas práticas ambientais reconhecidas aqui, pelo hastear da bandeira ECOXXI.

(clicar nas imagens para ampliar)


Esta amonite há mais de 140 milhões que "repousava" neste local que já foi um mar de águas tropicais azuis e pouco profundas, paraíso usufruído por criaturas não humanas. Esta amonite podia ser observada e estudada no seu meio natural, como uma extensão aberta do "Museu da Pedra" (paradoxalmente um museu da pedra sem um único geólogo, é verdade que tem licenciados em história que provavelmente consideram que não havendo nestas "pedras" qualquer inscrição ou símbolos feitos pelo homem, não são documentos são calhaus sem importância, isto é provado pela ausência de interesse e passividade perante a destruição sistemática). Perante esta amonite ninguém podia ficar indiferente à paisagem envolvente que nos leva ao sonho, que nos abre horizontes e nos faz reflectir sobre o que somos, donde viemos e qual será o nosso papel ou missão neste ponto e tempo, da nossa caminhada humana.



É prodigiosa a "Douta Ignorância"!!!
pois deve ser motivo de orgulho em poucos segundos conseguir desfazer em fragmentos inúteis o que levou milhões de anos a fazer.


O tempo como o sentimos e conhecemos, foi estrada dos seres humanos, com o comprimento de algumas centenas de milhares de anos, nesta caminhada chegamos ao século XXI, e o homem evoluiu e caracterizou este tempo de progresso, da tecnologia, da informação e do conhecimento.Mas sem qualquer respeito pela Mãe Natureza e pelos nossos antepassados que a tratavam com carinho, estão a destruir esta rica herança que os que nos antecederam preservaram. Uma vergonha que emerge do abandono dos valores humanos que nos diferenciavam dos animais irracionais.



Isto, já era ..., talvez no futuro se possa ver em vitrinas, posters e prateleiras de museus, o que é tido como defesa e preservação do ambiente e património, até dá prémios...


Após afastamento da blogosfera por motivos alheios á minha vontade, pelo que peço desculpas aos visitantes e amigos que aqui vieram e não viram nada de novo e também aos que esperavam uma visita minha e não a tiveram, também andam por aí a roubar o cobre que transporta as conversas telefónicas e a "banda larga" e de vez em quando também fico isolado, pois destroem as pontes e constroem muros. Recomeço hoje e com mágoa por verificar que destruíram uma das maiores amonites que durante muitos milhões de anos jazia nos afloramentos que Câmara Municipal deveria classificar de interesse público ao menos com a mesma facilidade com que classifica um armazém (ver acta da Assembleia Municipal N.º 06/08 de 09/12/08, ponto 2), que talvez não chegue a durar mais que um milhão de anos. Sustentabilidade e noções socioculturais, que estão na moda defenderem.
O Provérbio: - "A cabeça do ignorante é uma esponja seca"

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sexta-feira, 1 de maio de 2009

Crise? Só se for de vómitos, pois, a coisa é mesmo nojenta.

É nojento e é publico. O que é publico, toda a gente sabe. Mas há decerto muita porcaria, que talvez por vergonha da gravidade, deve ser escondida (tipo administração publica, longe e escondida do publico, não se percebe).

Afinal com estes "prémios" o ordenado mínimo ou menos é muito bom. Agora percebe-se, porque dizem que a causa da crise é o elevado ordenado mínimo, que nos faz viver acima das nossas possibilidades.

Assim ficamos todos tranquilos e mansinhos, porque sabemos para onde vão os nossos impostos, vão para ajudar, com a nossa putativa solidariedade, estes desgraçadinhos, que realmente vivem em crise, porque só eles a conhecem. Ser solidário assim é fazer um elevado e nobre serviço nacional, só assim se pode salvar a pátria da "banca rota". Sem "Banca Rota" continuaremos uma nação feliz como temos sido até aqui.

Estes e outros desgraçadinhos (coitadinhos queixam-se tanto na TV que dá pena, estão sempre a dizer que a situação é muito má), mas estes, que ganham tão pouco, declaram ordenados de miséria, (para eles milhões são tostões) estão fartos de passar pelo trabalho duro de quem recebe uma pequena parte do que vale o seu trabalho, é por isso que responsabilizam o sortudo mas irresponsável pescador que lhe fez chegar à sua pobre mesa, aquela "lagosta suada" que lhe provocou uma careta de mau gosto por ter chegado atrasada. Coitadinhos, para sobreviverem, têm que fazer, com trabalho duro, (merecedor de pequenos prémios e tão pequenos que são) tudo o que comem e utilizam no seu dia a dia.

Realmente há quem trabalhe muito e ganhe tão pouco, mas como são boas pessoas passam a vida em tribunais e inquéritos parlamentares a ensinar como se pode viver com o pouco que ganham, só que a esmagadora maioria não aprende, é por isso que se queixam, coitadinhos.

A génese da crise tem responsáveis?! Claro que não!!! Apareceu por geração espontânea, está provado por todas as comissões de estudo e de inquérito, estudos feitos por gente confiança, especialistas na coisa. Tasse mesmo a ver não tasse? Pois, a culpa da "gripe suína" são sem sombra de qualquer dúvida, os PORCOS, já foram as VACAS, as GALINHAS, os MACACOS e outros ANIMAIS. É tudo tão lógico e justificado, "pois é muito simples" dizem eles a toda a hora...como é possível ainda haver quem duvide? Será que a verdade é absoluta?!!!!

Não sei se Charles Darwin acreditava em Deus, ou se Deus acreditava em Charles Darwing, mas devem ter conversado muito e rido muito mais, enquanto falavam de macacos.

Dois poemas de Bertold Brecht, para reflectir, ou só para ler, ou ainda somente para coisa nenhuma.

Desculpem-me a ousadia...mas será que há mais? Saberemos, o quê?

Perguntas de um Operário Letrado

Quem construiu Tebas, a das sete portas?

Nos livros vem o nome dos reis,

Mas foram os reis que transportaram as pedras?

Babilónia, tantas vezes destruída,

Quem outras tantas a reconstruiu?

Em que casas

Da Lima Dourada moravam seus obreiros?

No dia em que ficou pronta a Muralha da China para onde

Foram os seus pedreiros?

A grande Roma

Está cheia de arcos de triunfo.

Quem os ergueu?

Sobre quemTriunfaram os Césares?

A tão cantada Bizâncio

Só tinha palácios

Para os seus habitantes?

Até a legendária Atlântida

Na noite em que o mar a engoliu

Viu afogados gritar por seus escravos.

O jovem Alexandre conquistou as Índias

Sozinho?

César venceu os gauleses.

Nem sequer tinha um cozinheiro ao seu serviço?

Quando a sua armada se afundou Filipe de EspanhaChorou.

E ninguém mais?

Frederico II ganhou a guerra dos sete anos

Quem mais a ganhou?

Em cada página uma vitória.

Quem cozinhava os festins?

Em cada década um grande homem.

Quem pagava as despesas?

Tantas histórias

Quantas perguntas


Dificuldade de governar

1-Todos os dias os ministros dizem ao povo

Como é difícil governar.

Sem os ministros

O trigo cresceria para baixo em vez de crescer para cima.

Nem um pedaço de carvão sairia das minas

Se o chanceler não fosse tão inteligente.

Sem o ministro da Propaganda

Mais nenhuma mulher poderia ficar grávida.

Sem o ministro da Guerra

Nunca mais haveria guerra.

E atrever-se ia a nascer o sol

Sem a autorização do Führer?

Não é nada provável e se o fosse

Ele nasceria por certo fora do lugar.

2-E também difícil, ao que nos é dito,

Dirigir uma fábrica.

Sem o patrão

As paredes cairiam e as máquinas encher-se-iam de ferrugem.

Se algures fizessem um arado

Ele nunca chegaria ao campo sem

As palavras avisadas do industrial aos camponeses: quem,

De outro modo, poderia falar-lhes na existência de arados?

E que

Seria da propriedade rural sem o proprietário rural?

Não há dúvida nenhuma que se semearia centeio onde já havia batatas.

3- Se governar fosse fácil

Não havia necessidade de espíritos tão esclarecidos como o do Führer.

Se o operário soubesse usar a sua máquina

E se o camponês soubesse distinguir um campo de uma forma para tortas

Não haveria necessidade de patrões nem de proprietários.

E só porque toda a gente é tão estúpida

Que há necessidade de alguns tão inteligentes.

4-Ou será que Governar só é assim tão difícil porque a exploração e a mentira

São coisas que custam a aprender?

Bertold Brecht

O Provérbio: - "A verdade existe, só se inventa a mentira"

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sábado, 25 de abril de 2009

25 de Abril - Dia da Liberdade


Liberdade
– Liberdade, que estais no céu...
Rezava o padre nosso que sabia,
A pedir-te, humildemente,
O pio de cada dia.
Mas a tua bondade omnipotente
Nem me ouvia.

– Liberdade, que estais na terra...
E a minha voz crescia
De emoção.
Mas um silêncio triste sepultava
A fé que ressumava
Da oração.

Até que um dia, corajosamente,
Olhei noutro sentido, e pude, deslumbrado,
Saborear, enfim,
O pão da minha fome.
– Liberdade, que estais em mim,
Santificado seja o vosso nome.

Miguel Torga, Albufeira, 28 de Agosto de 1975, in Diário XII

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Apresentação do livro "Pé-de-Vento na Lixeira"

(clicar nas imagens para ampliar)
O Programa de apresentação do livro "Pé-de-Vento na Lixeira, começou com uma visita ao Cabo Mondego, integravam o grupo, populares, vários alunos da Universidade de Coimbra, professores da mesma Universidade, o Presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, o Presidente da Comissão Nacional da UNESCO, a Professora Dr.ª Helena Henriques guiou-nos nesta visita com as suas explicações de especialista mas acessíveis a todos, ela que lutou com fortes argumentos científicos durante catorze anos para que este sítio, autêntico "calendário padrão" do Jurássico Médio e Superior, fosse classificado o que finalmente aconteceu.

Citações do prefácio

“O Museu da Pedra do Município de Cantanhede, ao editar tais relatos, cumpre o seu papel de instituição promotora de valores de sustentabilidade junto do seu vasto público, iniciativa que a Comissão Nacional da UNESCO saúda e reconhece como de inestimável interesse na difusão dos princípios subjacentes à Década da Educação para o Desenvolvimento Sustentável e ao Ano Internacional do Planeta Terra, actualmente em curso.
Por último, uma especial palavra às autoras e ilustradora que, de uma forma muito criativa e divertida, nos alertam para a necessidade de uma gestão sustentável dos resíduos, destacando que, também eles, podem ter um papel essencial na construção de um planeta mais saudável.”

Fernando Andresen Guimarães

Presidente da Comissão Nacional da UNESCO

"O resultado é uma autêntica lição sobre o que está em causa quando se fala de preservação do meio ambiente e de conservação da natureza, tendo como referência os deveres de cidadania e as novas exigências na forma de lidar com os resíduos sólidos urbanos, que nesta história de Maria Helena Henriques e Maria José Moreno, com ilustrações de Verónica Rebola, se recusam a ser tratados como lixo e reclamam a sua valorização.
Esse é aliás um dos maiores desafios com que as sociedades modernas estão confrontadas, o desafio de promover a sustentabilidade dos recursos naturais e de um ambiente de qualidade, através da consolidação de uma cultura cívica em que os comportamentos tendentes a assegurar as condições necessárias para a redução, a reciclagem e a reutilização dos resíduos sejam uma prática efectiva no quotidiano dos cidadãos."

João Carlos Vidaurre Pais de Moura

Presidente da Câmara Municipal

É editar uma história que é a história de todos os despojos de uma sociedade marcada por um consumo exacerbado de todo o tipo de objectos que rapidamente se tornam inúteis. É a história de uma comunidade de resíduos que, farta de campanhas inúteis em prol dos "3 Rs" junto dos cidadãos, desenvolve outra estratégia, assumindo o seu direito à indignação e lutando activamente por ter uma nova oportunidade na sociedade. E uma história que não trata o lixo enquanto tal. Todos os resíduos que a protagonizam, impregnados de engenho e muito humor dialogam entre si e com o leitor, para o levar a reflectir sobre a séria e complexa situação do excesso de produção de resíduos. Cada um deles esgrime argumentos para persuadir o leitor a ser um apoiante indefectível da sua causa que é, afinal, uma causa comum e da maior relevância, designadamente em termos de saúde pública. Esta, é também uma história que resulta da partilha de princípios de sustentabilidade entre autoras e ilustradora, partilha essa que envolverá agora os jovens cidadãos de Cantanhede, através do melhor mediador do município em matéria de promoção de educação para a sustentabilidade: o Museu da Pedra.

Coimbra, 23 de Janeiro de 2009


Maria Helena Paiva Henriques
Comité Português para o Ano Internacional do Planeta Terra

A edição do livro integrada no âmbito das acções do Ano Internacional do Planeta Terra, foi apadrinhada pelo Museu da Pedra de Cantanhede.

A mesa era constituída, pelo Presidente do Grupo Auchan, pela Directora Adjunta da Direcção Regional da Educação Centro que prometeu a integração do livro no Plano Nacional de Leitura (Ler+) e distribuição pelas escolas, pelo Presidente da Comissão Nacional da UNESCO, pelo Vereador da Cultura, Pedro Cardoso, que prometeu que o Munícipio iria mais além no que este evento significou, pelas autoras Helena Henriques e Maria Moreno que no mesmo âmbito também são autoras com Galopim de Carvalho dos "Contos da Dona Terra", pela ilustradora Verónica Rebola.

Cerca de 200 pessoas, muitas crianças, assistiram à apresentação do livro, que foi oferecido a todos os presentes, as autoras e ilustradora assinaram com dedicatória o livro, a quem o solicitou.

O "lixo" organizou-se um dia na lixeira e produziu um panfleto revolucionário que o vento distribuiu por todos os cidadãos, Dizia assim "Somos RSU! Não queremos ser tratados como lixo! Queremos ser valorizados!"

O livro foi objecto dum momento cénico muito engraçado e bem conseguido, preparado por Nuno Loureiro e oferecido pelo Grupo Auchan.

Espera-se que o "Pé-de-Vento na Lixeira" dê os seus frutos entre os mais novos (o futuro) e que as instituições e mais velhos também acatem e apreendam os seus ensinamentos e os ponham em prática.

O Provérbio: - "Entre falar e fazer, há muito que dizer"
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