quarta-feira, 4 de março de 2009

Os "sumo-sacerdotes" do templo do "todo-poderoso" deus dinheiro, andam a matar pessoas


Eis o "deus" que os senhores do mundo "sacerdotes do templo" adoram sem limites, causando enormes sofrimentos a todos os outros. Esta ignominiosa exploração humana e dos recursos naturais, a continuar atingirá o limite...


No dia em que se comer o último peixe, o último bocado de carne, o último vegetal, no dia em que se beber o último copo de água fresca e potável, no dia em que se respirar a última molécula de ar puro. Só nesse dia os "sumo-sacerdotes do templo do deus dinheiro" reconhecerão que o seu deus não é um deus vivificante. Nesse dia restará somente eles (sobrevivem sempre após as desgraças e catástrofes) e o seu deus, será precisamente nesse dia em que tudo foi o "último" que...


Então o Homem em agonia verifica que não pode beber e comer o dinheiro.


Terá que ser reeditada uma história antiga, expulsar do templo, os agiotas, especuladores, ladrões e assassinos, é preciso expulsar a "chicote" os "sumo-sacerdotes do templo do dinheiro", porque eles andam a matar pessoas, são criminosos assassinos, vestidos de alvas e puras túnicas de anjos celestiais.
Adenda de 6 de Março - Relacionada com o dinheiro veja a interessante crónica de Arsénio Mota "Venha alguém explicar ao povo ".

Os provérbios: - "O dinheiro tem aniquilado mais almas do que o ferro corpos" e "Quem duvida não se engana"

domingo, 1 de março de 2009

"Quando vier a Primavera" de Alberto Caeiro

A Mãe Natureza neste princípio de Março já prepara as grinaldas para receber a Primavera.
A generosidade da Natureza para connosco, contrasta com a nossa generosidade para com ela.
Magnanimidade e nobreza feita beleza que nos dá alegria e felicidade. Para além da humanidade, de nós, continuará a chegar a Primavera, continuando a vida que tratamos como se fosse só nossa e exclusiva.



Quando vier a Primavera,
Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada.
A realidade não precisa de mim.
Sinto uma alegria enorme
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma.
Se soubesse que amanhã morria
E a Primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?

Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente,
Porque tudo é real e tudo está certo.
Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem.
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.
Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.
O que for, quando for, é que será o que é.

(Alberto Caeiro)


O Provérbio: - "As grandes alegrias merecem partilha"

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

O Carro de Mão


O Ti Olímpio Joaquim, a pessoa mais idosa da aldeia, 88 anos, carpinteiro, tanoeiro e agricultor faz os seus próprios utensílios do material que sempre trabalhou durante a vida, a madeira, como por exemplo este carro de mão que ainda se encontra no activo como o seu construtor. Longa vida ao nosso carpinteiro, construtor de dornas, balseiros, pipas, mesas, bancos, cadeiras, cangalhas, camas, arados, grades e carros de mão, enfim, criador de qualidade de vida para as pessoas do Zambujal rural.

O Provérbio: - "Do trabalho e da experiência, aprendeu o homem a ciência"
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Algo que me deixou contente

Publicado no PartirPedra

"Domingo, 22 de Fevereiro de 2009

Blogues Sol
Abro hoje o Sol online e tenho uma agradável surpresa, o blogue do nosso conterrâneo Carlos Rebola foi considerado o blogue da semana. O seu amor pelo Zambujal e sua constante luta pelas questões ambientais, servem de exemplo para todos nós. "


No Jornal online "Sol"

"carlosrebolaBlogue da Semana - Carlos Rebola
Um activismo de declarações grandiloquentes é inútil. A atitude inversa, condensável no paradigma ‘Pensar global, agir local’, serve de mote a um bloguer do SOL. Carlos Rebola criou uma página com o objectivo de defender «o ambiente na sua aldeia, Zambujal do concelho de Cantanhede, freguesia de Cadima»"

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Carnaval ou entrudo?

Carnaval?

(fotos Net)

Entrudo?


(fotos Carlos Rebola)
Carnaval
A festa carnavalesca surge a partir da implantação, no século XI, da Semana Santa pela Igreja Católica, antecedida por quarenta dias de jejum, a Quaresma. Esse longo período de privações acabaria por incentivar a reunião de diversas festividades nos dias que antecediam a Quarta-feira de Cinzas, o primeiro dia da Quaresma. A palavra "carnaval" está, desse modo, relacionada com a idéia de "afastamento" dos prazeres da carne marcado pela expressão "carne vale", que, acabou por formar a palavra "carnaval".
(fonte Wikipédia)
Entrudo
O costume de se brincar no período do carnaval foi introduzido no Brasil pelos portugueses, provavelmente no século XVI, com o nome de Entrudo.
Já na Idade Média, costumava-se comemorar o período carnavalesco em Portugal com toda uma série de brincadeiras que variavam de aldeia para aldeia. Em algumas notava-se a presença de grandes bonecos, chamados genericamente de "entrudos".
No Brasil, essa forma de brincar — que consistia num folguedo alegre mas violento — já pode ser notada em meados do século XVI, persistindo, com esse nome, até as primeiras décadas do século XX.
(fonte Wikipédia)
Aqui no Zambujal e na região ainda há bem pouco tempo se dizia "É dia de entrudo", o entrudo tal como hoje o carnaval servia de pertexto para a brincadeira e para fazer critícas de ordem social ou comunitária, duma maneira simples e indirecta mas que todos percebiamos.
Hoje o carnaval tenta transformar-se cada vez mais numa industria, principalmente nos grandes centros, industria turistica.
O Provérbio: - "Brincando, brincando, se vai pregando"