segunda-feira, 20 de outubro de 2008

INOVA-EM factura das taxas, versus factura de consumo de água

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A factura do consumo de água, INOVA-EM, passou a ser uma factura mensal de taxas. Que pouco ou nada esclarece, sobre a justificação e fundamentação dos seus cálculos. Uma confusa factura.
- Consumo de água ( custo do serviço serviço)* - 1.48€-100%
- Saneamento fixo (taxa) – 1.21€ - 81.76%
- Saneamento variável (taxa) – 1.04€ - 70.27%
- Lixo fixo (taxa) – 1.02€ - 68.92%
- Lixo variável (taxa) – 0.15€ - 10.14%
- Tarifa de disponibilidade (taxa) – 2.20€ - 148.65%
- IVA (taxa) – 0.29€ - 5%
- Total de “taxas” – 5.91€ - 399.32%

Conclui-se assim que estamos perante uma factura de taxas e não de consumo de água.
Quem se esforça por reduzir o consumo de água é penalizado fortemente nas taxas que paga.


Os consumidores não entendem, o que são saneamento variável e lixo variável, era bom que tal fosse explicado de modo a que todos compreendam, os cartazes de propaganda dos serviços INOVA são bonitos e devem ser caros, mas não explicam isto, sugerem-se, uma vez que não tomam a iniciativa, campanhas de esclarecimento junto das populações, o Zambujal ainda tem uma escola onde podem ser feitas. Serão bem vindas campanhas pedagogicas sobre o consumo de água, saneamento, lixos e ambiente. Antes que a escola seja encerrada.


O contribuinte é assim tão explorado porquê? Que interesses os contribuintes estão a pagar, o princípio do poluidor pagador deveria ser mais justo e penalizar aqueles que realmente poluem, não todos por igual.
* - O cálculo do custo da água no consumidor já inclui algumas das chamadas taxas principalmente a “tarifa de disponibilidade” que além de ser ilegal face ao prescrito na lai 12/2008 está incluída nas variáveis que entram no cálculo do preço por m3 de água, como despesas de manutenção de infra-estruturas, distribuição, manutenção do serviço, etc.

Para melhor conhecimento, da situação e evolução dos programas relacionados com a água na região, veja.

Nós consumidores dos serviços que estamos a pagar múltiplas vezes, temos a obrigação de exigir que a lei seja cumprida, enquanto cidadãos que cada vez mais confiam menos naqueles que dizem que nos defendem. A Lei do consumidor é uma defesa legal que deveria ter aplicação espontânea pelas autarquias, sem Chico-espertismos de interpretações da lei, que subentendem erros ortográficos e outros, para consumo do tal “tanso fiscal”. Não somos analfabetos funcionais.

Precisamos reagir antes que seja tarde

O provérbio: - "Da justiça, o pobre só conhece os castigos"

"Os meus comentários na blogosfera na última semana"

A banca nacionalizou o Governo!!!
Caro A. João Soares

Os papás e protagonistas, desta crise, que segundo parece é para continuar e piorar, andam-nos a contar fábulas, do tipo "capuchinho vermelho" usando uma terminologia adequada, mas não nos explicam onde está a caverna onde guardam o que roubam como fazia "Ali Bábá e os quarenta ladrões" naquela história, que não nos contam.

Se nada se destruiu o que lata num lado tem que estar noutro, afinal onde fica a caverna de Ali Bábá? Parece que é lá que estão os biliões que faltam, por isso seria bom que descobrissem tal caverna e usem a mesma “filosofia” usada no extermínio de terroristas, iguais. Não deixem pedra sobre pedra dessa caverna ou edifício.

Um abraço
Carlos Rebola

"EXPOSIÇÃO MUNDIAL DE 1937"
Amigo José Torres

Projectos para mil anos e não duraram mais, que algumas décadas, erros "antigos".
Mas hoje parece que não se aprendeu a lição e aí estão novos erros cópia dos antigos, só o seu berço está noutros lugares.
Por mais imponentes e poderosos que desejem ser os impérios um dia cairão, pelo menos é o que a história nos diz. E se, como parece que sempre foi, tais impérios não se basearem no respeito pelos povos ainda cairão mais rápido.
A propaganda até pode surtir efeito numa fase inicial, mas com o tempo acabará por ser desmascarada.

Um abraço
Carlos Rebola


"HOSPITAL GARCIA DE ORTA UM CASO INEDITO..."
Mas então os doentes da "ala de psiquiatria" estão entregues a si próprios, não há médicos por perto?

O que o João relata é escandaloso, um hospital recorre ao Instituto Nacional de Emergência Médica para emergências dentro do próprio hospital? Como é possível oferecerem aos portugueses serviços assim… como os melhores de sempre.

É assim que estão a melhorar o SNS? Não estão antes a destruí-lo?

Abraço
Carlos Rebola

As fontes, de origem romana, do Zambujal há muito que estão a precisar da atenção das autarquias
Isto acontece porque a janela temporal dos autarcas e dos políticos em geral, é de quatro anos o tempo duma legislatura, o que lhes interessa é fazer coisas vistosas, com o dinheiro dos contribuintes, que sejam cartazes eleitorais para se manterem no poder. Trabalham para clientelas, compadres e amigos, as populações que se lixem, até ás próximas campanhas eleitorais.

Abraço
Carlos Rebola


"As fontes, de origem romana, do Zambujal há muito que estão a precisar da atenção das autarquias"
Amigo José Torres

A criação das empresas municipais "EM", parece-me que foi uma manobra politica para as autarquias irem buscar fundos no quadro da CEE, mas resultou num regabofe que nalgumas autarquias são uma escandaleira, principalmente na distribuição de água, acabaram ou foram reduzidos os fundos que vinham do exterior, para pagarem os ordenados "chorudos" a funcionários superiores (os funcionários inferiores? ficaram na mesma ou piores) das Câmaras que transitaram para as "EM´s" com vencimentos de administradores e ou gestores, muito superiores. Para que mantenham o nível de "competência" (hoje medem a competência pelo ordenado) vão buscar o vencimento aos munícipes (contribuintes) inventando taxas de disponibilidade e outras como lixos fixos e variáveis. O panorama geral da "EM´s" segundo notícias públicas é muito mau.
Talvez por tudo isto não lhes interessa manter as fontes limpas com água potável, porque podem ser uma alternativa quando as pessoas já não puder pagar aquela que eles fornecem.
É por isso que devemos reclamar e, nunca nos deixarmos levar.

Abraço
Carlos Rebola

"As fontes, de origem romana, do Zambujal há muito que estão a precisar da atenção das autarquias"
Caro Daniel

É verdade, prometem tudo de bom, porque ainda há quem acredite em valores que praticam, dão-lhe o voto, que é de confiança nas promessas, estas quase nunca são cumpridas como foram prometidas.

Gera-se a desconfiança que se transforma novamente em confiança nas eleições. A magia dos ilusionistas.

Abraço
Carlos Rebola








"As fontes, de origem romana, do Zambujal há muito que estão a precisar da atenção das autarquias"

Caro Lapa

Julgo que nunca se pode baixar a cabeça e deixar o mundo por conta dos maus, senão acabamos todos "fritos", porque a coisa está a aquecer. É pena que tantas vezes e cada vez mais tenhamos que reclamar daqueles que deveriam fazer tudo mas tudo em defesa do futuro que nos prometeram e que parece não estão a cumprir.

Um abraço
Carlos Rebola


"As fontes, de origem romana, do Zambujal há muito que estão a precisar da atenção das autarquias"
Fernanda

Com um pouco de consideração pelos sítios e populações, tudo seria mais bonito, mas infelizmente a quem se deu a capacidade de poder não está para aí virado e é o que se vê, com tristeza.

Beijos
Carlos Rebola

"Buganvília"
Júlia
A buganvília (Bougainvillea glabra)é uma trepadeira muito bonita, a da foto é linda.

Já plantei algumas mas por motivos que desconheço, não se desenvolveram, talvez tenha a ver com as características do terreno e drenagem do mesmo, mas não vou desistir e vou conseguir ter uma. Na minha terra, há quem lhe chame "primavera".

Beijos
Carlos Rebola

O provérbio: - "A razão, ainda que severa, é sempre amiga e sincera"

terça-feira, 14 de outubro de 2008

As fontes, de origem romana, do Zambujal há muito que estão a precisar da atenção das autarquias

A água tal como o ar e o sol é um bem público vital à vida (seria uma aberração privatizá-la), há consciência que a água é um bem “escasso” que deve ser bem tratado mas na realidade parece que se estão a criar as condições para a sua privatização, com o argumento de que os custos do seu tratamento e distribuição, são muito elevados para os contribuintes. As populações devem opor-se energicamente as estas intenções, a aceitação da privatização das águas é o primeiro passo para a privatização de outros bens públicos vitais como o ar e o sol…devemos estar atentos, o futuro o dirá.





Esta é a Fonte Perto que merecia ser cuidada pois está em péssimo estado de conservação, como construção romana que é.


O logradouro da nascente da Fonte Seca está votado ao abandono pela autarquia que o cercou e plantou árvores em tempos.



O fontanário da Fonte Seca ainda utilizado por muitas pessoas está neste estado, à entrada da povoação é um triste "cartaz" publicitário de como a CMC trata esta comunidade.




Esta é a Fonte dos Rodelos Também de origem romana cuja manutenção constitui uma promessa eleitoral do presidente da Junta de Freguesia de Cadima. Encontra-se neste estado deplorável.



Esta a fonte de Vila Nova, idêntica à Fonte Seca, está à vista de todos o cuidado com que foi tratada pela Junta de Freguesia de Outil no mesmo município do Zambujal.

A propósito da importância das fontes para as populações

Sobre a falta de água em Outil o jornal "Gazeta de Cantanhede n.º 1508 de 13 de Julho de 1946 dizia o seguinte:
"E é vê-los caminhar continuamente com os seus bois jungidos aos carros, e nestes a pipa habitual, percorrendo as nascentes do Zambujal…" As fontes do Zambujal eram importantes e ainda podem vir a ser para as comunidades da região e devem ser cuidadas.



Já no jornal "Boa Nova" n.º 38 de 14 de Julho de 1934 se escrevia assim sobre a Fonte Seca

"Zambujal
- Dizem que o rabo (salvo seja) é mais ruim de esfolar pois é por ele que vamos começar, quere dizer, na última correspondência falamos na Fonte Seca.
Chama-se Fonte Seca mas não é seca; é até uma das melhores cá dos sítios. Só é pena que ela esteja como está. Os que lá vão, primeiro lavam os pés e depois é que enchem as vazilhas.
Só teem a vantagem de trazer a água… adubada.
Ó senhores lá da Câmara, por quem são, ao menos dêem-nos água boa."


Já lá vão 74 anos e a noticia mantem-se actual com a diferença que hoje ninguém vai à fonte lavar os pés porque esta deixou de ser de chafurdo com a construção do fontanário em 1936.


Mas continua em péssimo estado como as fotos documentam.


Os "políticos" autarcas podem desculpar-se com a falta de tempo, dinheiro ou outros meios... parece no entanto que a verdadeira razão é a falta de consideração pela população do Zambujal e o seu desprezo pela sua qualidade de vida. As fontes sem manutenção, os baldios “ocupados” mas que deviam ser administrados e protegidos pelas autarquias, a população em 1964 confiou nelas para o fazer, o lixo depositado em zona REN e destruição dos afloramentos na mesma zona demonstram o não cumprimento da Agenda 21.

"pensar global, agir local"

Como "prova" desta falta de respeito, pela comunidade e meio ambiente pode-se verificar pela quantidade de resíduos de pavimento (alcatrão) resultantes das obras para o saneamento (que continua morto e enterrado) despejados nos Rodelos, em plena Reserva Ecológica a dona da obra que produziu estes resíduos é a Câmara Municipal de Cantanhede (CMC) que estipula no seu regulamento do ambiente (n.º 3 e n.º 4 do artigo 17.º) que o dono de obra é obrigado antes do inicio da obra, a indicar o local onde vão ser depositados os resíduos produzidos e o local tem que ser aprovado pela CMC, apesar das reclamações e intimação das autoridades para que o terreno fosse limpo tudo continua na mesma. Temos que acreditar? que um local de formações geológicas, (o município ganhou um Prémio Geoconservação 2006), com valor cientifico, pedagógico e cultural situado em Reserva Ecológica é o local aprovado pela CMC para deposição de resíduos que além disso por ficarem em zona do Aquífero Cársico da Bairrada que alimenta a exsurgência (nascente) dos Olhos da Fervença origem de toda a água distribuída na rede do concelho que deveria ser cuidada exemplarmente, a começar pela própria autarquia. Os resíduos (alcatrão, pneus, plásticos) são de degradação lenta e a longo prazo contaminam inevitavelmente o aquífero, deixando às gerações futuras uma triste herança... água conspurcada. Estes tristes exemplos da autarquia repetem-se por todo o lado (http://ferroada.blogspot.com/2008/08/lixo-os-maus-exemplos.html). É preciso ter consciência que um aquífero contaminado demora séculos a recuperar.A autarquia tem recebido vários prémios de boas práticas ambientais, no entanto estes não são consentâneos com a realidade. Até faz recordar os tristes galardões na ex "União Soviética" dados aos milhões em cada "quinquénio".


O Provérbio: - "Antes fazer que prometer"

domingo, 12 de outubro de 2008

Os meus comentários na blogosfera na última semana

A dona da política

Amigo Manel

Já não é preciso olhar para os estendais e "relvados coradoiros" para ver cuecas, as vestes cada vez são mais curtas como as memórias, mas continua actual o ditado "quanto mais se baixa, mais lhe vemos o cu". Apesar dumas boas "nalgas" serem sempre apreciadas, é preciso denunciar a pouca vergonha que é o facto de nos querem ludibriar com imagens manipuladas com o intuito de apagarem as suas responsabilidades, de outrora que conduziram também a esta actualidade que hoje "candidamente" denunciam.
Talvez uma associação cívica organizada, não precisa ser em Olhão, por não lapardões e não tótós fosse um bom contributo para clamar o quanto lhes vemos o cu.
Parece que a vontade existe, que tal amadurecê-la?

Um abraço
Carlos Rebola




Tanta ausência, amiga!
Vejo aqui pintado um belo quadro, que retrata a amizade verdadeira que se confunde, por ser verdadeira, com o amor. Bem-haja amigo.

Um grande abraço
Carlos Rebola


Sexo, mentiras e medos
Se fizermos um "filme" imaginário (de imagem), dos factos aqui relatados e da maneira como foram tratados, salta à vista que a justiça justa é uma miragem neste país que dizem ter um Estado de Direito eu diria que o Estado é bem torto cheio de curvas que na volta estão "armadilhadas". Realmente é de ter cautela ao conduzir ou ser conduzido por estas vias, assobiar para o lado não abafa o clamor de quem ali ao "lado" clama gritando de sofrimento, parece que a natureza humana baseada em princípios e valores de humanismo, está a ser substituída por uma natureza animal baseada nos mais "baixos" instintos. "A selva".

Abraço
Carlos Rebola


Revista de imprensa
- O Magalhães real, foi morto, antes de concretizar o objectivo.

- O "… português com uma larga capacidade de fazer acontecer" continua a andar por aí. Cuidado!... já sabemos o que é capaz de fazer acontecer.

- A "Geração de Ideias", como um “gerador” pode gerar ideias renováveis mas quanto a gerar electricidade, duvido.

- Se a fé tem efeito analgésico está explicado o facto, de num país dito católico como é o nosso, quase ninguém se queixar ou reclamar. A dor não é sentida, andam anestesiados pela fé.


Língua: de mal a pior
Amigo Arsénio Mota

Se é “necessário” reformular o ensino da Língua Portuguesa porque muitos alunos não querem o Português literário.

Porque não reformular o ensino da matemática porque “muitos” alunos, não querem, a Tabuada?

Porque não reformular o ensino das ciências porque “muitos” alunos não querem o Método Cientifico?

Porque não reformular o próprio ensino, porque “muitos” alunos, não querem fazer o necessário esforço intelectual fonte do saber?

Assim não pode haver combate sério aos “nemátodos” que estão a atacar qualquer troco e ramo do saber. Já não bastavam as pragas vindas do exterior, para nos depararmos com as que são disseminadas cá dentro e mais grave com a ajuda do próprio pelo próprio ministro da cultura, para afectar e infectar ainda mais a saúde e vitalidade da nossa língua materna que se pode transformar em “língua madrasta”.

Um abraço
Carlos Rebola

"Água. "Tarifa de disponibilidade" que toma o lugar da "taxa de aluguer do contador será, "cartelização", "chico espertismo" ou ambas as coisas?"
Amigo Táxi Pluvioso

É quase certo que, quando os políticos, põem em prática uma medida dizendo que irá beneficiar o consumidor, o mesmo consumidor vai ficar prejudicado com o pretenso benefício. Temos como exemplo, a liberalização dos preços de produtos de primeira necessidade, ficaram todos muito mais caros a seguir, mas diziam que a liberalização só beneficia o consumidor por via da concorrência.
Esperemos e lutemos, para que os serviços de distribuição deste bem público e vital que é a água nunca seja privatizado, seria o descalabro.

Um abraço
Carlos Rebola


Sem título
Belo pensamento. A verdadeira amizade é sempre incondicional, caso contrário não passa de jogo de interesses próprios.
Abraço
Carlos Rebola

"FUMAR MATA"
Amigo José Torres

Sou fumador e reconheço a estupidez de me saber estúpido neste caso por continuar a fumar sabendo e tendo consciência dos terríveis malefícios do tabaco para a minha saúde e dos que me rodeiam. No entanto o seu irónico e magnifico post levou-me a tomar a decisão de deixar de fumar mesmo antes de ver as fotos do artigo a que remete o link do "cadenaser".
Sou contra os Xicos Espertos e não vou mais pactuar com o Zé da Tabacaria, não posso ser contra mim próprio, não, não estou a brincar. Este post teve mais eficácia que todas as campanhas antitabágicas que já vi.
Obrigado

Um abraço
Carlos Rebola

Sem título
Acreditar nas próprias mentiras, é auto-suficiência num processo em circuito fechado. Também é ecológico por reciclar e reutilizar.

Abraço
Carlos Rebola


"Efeito de dominó"
O "efeito dominó" a "teoria do campo" ou a "teoria do caos" levam todas ao princípio de que tudo está relacionado.
- A queda de uma peça provoca uma cadeia de efeitos semelhantes, a (queda de outras peças).
- "Se deixo cair um grão de areia, a estrela mais distante no universo estremece" (Fernando Pessoa).
- O bater de asas duma borboleta na China pode provocar uma tempestade nos Estados Unidos.

Na economia criam-se tantos laços, que estes, devido a tensões desconcertadas e descontroladas, se podem transformar em nós tão difíceis de desatar que só a ruptura resolve a questão.
Aí o ditado "a corda parte sempre pelo lado mais fraco" o mexilhão.
No fundo o que se está passar com a crise financeira é mais um efeito, o da Globalização. No entanto tudo passa.

Um abraço
Carlos Rebola


"Mistério"
A Natureza também produz arte que é bela, como este maravilhoso conjunto de nuvens.
Será uma mensagem? Até pode ser, o código pode ser desconhecido, no entanto causa impressão.
Para já é uma fantástica e misteriosa imagem. Concordo.

Abraço
Carlos Rebola


A PORTA DO LADO
Mariazita

Obrigado por partilhar connosco, este método gracioso de bem-viver em sociedade.
É preciso entrarmos e também sairmos pela porta do lado quando alguém ou alguma coisa a impediu de abrir, sem barafustar ou praguejar no fundo para nós mesmos estragando aquele momento e os que se seguem e que são irrepetíveis nas nossas efémeras vidas.
A porta do lado é a alternativa tão válida como a outra e resulta sempre, há sempre uma porta que podemos abrir sem perder tempo e alegria de viver com aquela que não podemos abrir...
Obrigado

Beijos
Carlos Rebola


"A broa de milho da terra à nossa mesa"
Amigo Sifrónio

E então se for acompanhada com umas azeitonas e uma pinga de estalo, nem se fala...

Um abraço
Carlos Rebola

"A broa de milho da terra à nossa mesa"
Amigo José Torres

O resultado final é bom, a broa é uma boa alternativa ao pão, já o trabalho que dá antes de chegar à mesa é discutível, penso que ainda existem pessoas que façam todas estas "lides" com prazer e satisfação.
É mesmo como diz um "naco" de broa ou boroa, acompanhado com umas azeitonas pretas é de "chorar por mais".
Na minha terra os mais idosos que não tinham dinheiro para os cigarros, usavam a barba de milho seca em substituição do tabaco eo folhelho, as folhas mais finas e brancas que estavam mais junto das espigas, em substituição das mortalhas onde enrolavam a barba de milho para fazer o cigarro. Evitavam a nicotina e também fazia fumo, para, isso sim, matar o "vício".
A broa acompanha muito bem pratos de bacalhau como aquele que nos ensina a fazer no "Inséte" "Tibornada de bacalhau com batatas a murro", foi o petisco no nosso convívio de 4 de Outubro.
Quanto à petinga é proibida mas que a há, lá isso há e que o diga o gato do amigo...

Um abraço
Carlos Rebola



Sem título
Vertigo

Imagino o mundo sem música nem dança, como um mundo muito triste, talvez um mundo morto, sem movimento.
Bela selecção, gostei de “Enjoy the silence” e sempre bom ouvir Zé Afonso.

Beijos
Carlos Rebola




"A broa de milho da terra à nossa mesa"
Fotografa

Obrigado pela visita.
Espero que tenhas saciado o teu apetite com uma fatia de broa acompanhada dum bom "conduto"…

Beijo
Carlos Rebola

"A broa de milho da terra à nossa mesa"
Amigo Arsénio Mota

Obrigado pelo elogio.
É verdade a terra era fertilizada somente com o estrume dos currais do gado, mas se atentarmos no discurso da moda actual da agricultura biológica até parece que tal agricultura é uma invenção dos actuais engenheiros agrários, descobriram sim a maneira de vender os produtos agrícolas "biológicos" muito mais caros, coisa que os verdadeiros agricultores biológicos de antanho nunca conseguiram.
Também seria bom que o tempo que estão a pensar aumentar a produção de milho para produzir "biodisel", o façam para diminuir a fome no Mundo, a broa tem provas dadas de que o faz bem, mitigou a fome a muita gente, quando criança, não havia farturas, ainda me recordo de ansiosamente esperar que saísse do forno da minha avó, aquela pequenina broa (o torto) que era feita com as raspas da massa da gamela, que repartia com os meus companheiros de brincadeiras e mínguas, o "torto" era devorado num ápice, não com gulodice, mas com satisfação, também era a necessidade que nos fazia comer a broa com bolor. É muito triste sabermos que com tanto progresso e riqueza, ainda haja no século XXI quem procure nos caixotes do lixo e até lixeiras "restos" de alimentos para "matar" a fome. É um paradoxo verificar que as armas são distribuídas até à mais recôndita montanha ou floresta e dizem-nos que a fome no mundo é devida à dificuldade da distribuição dos alimentos.

É preciso "reivindicar mais milho, mais broa nas mesas e... menos fome!"

Um abraço
Carlos Rebola


"A broa de milho da terra à nossa mesa"
"Uma ilha"
É sempre bom recordar os nossos momentos prazenteiros de crianças a brincar nos espaços e momentos agradáveis que as tarefas agrícolas nos proporcionavam.
Obrigado

Abraço
Carlos Rebola


"A broa de milho da terra à nossa mesa"
Adélia

A debulha dos cereais era sempre um tempo de grande alegria era a fase final da colheita resultado de muito trabalho, daí a alegria e festa próprias das adiafas.

Um beijo
Carlos Rebola

Untitled
Só mesmo dum intenso amor, como Florbela Espanca era capaz de sentir, poderia resultar esta pérola feita poema.

Beijos
Carlos Rebola


porque hoje é sexta
Acho a fotografia bonita, mas não gosto do cão, acho-o feio...
Obrigado pela tua visita ao "Ferroada"

Bom fim-de-semana
Beijos
Carlos Rebola


Se quisermos o sol pode sempre brilhar
Linda homenagem feita hino, merecida, a todos aqueles que no seu tempo construíram o que de bom temos no nosso presente. Idosos tantas vezes infelizmente maltratados e desprezados. Bem merecem a beleza do sol, quase no seu ocaso.
Bem-haja

Bom fim-de-semana
Beijos
Carlos Rebola



"VOEI NAS ASAS DUM LÁPIS"
Esta fantasia azul de céu e mar, feita poesia, faz-nos voar, soltando palavras ao vento, até ao infinito...

Bom fim-de-semana
Beijos
Carlos Rebola


http://caixinhadapandora.blogspot.com/

Realmente existem momentos, em que precisávamos urgentemente, dumas asas e voar levando como única bagagem os nossos desejos.

Beijos
Carlos Rebola

"Caminhos escritos à mão"
Caminhos, vários, me trouxeram aqui, parei, gostei e voltarei.
Doação bonita.
Bom fim-de-semana

Abraço
Carlos Rebola


7 de Outubro 2008
Monólogo do tempo
http://olharemtonsdemaresia.blogspot.com/

Também por aqui "Hoje os anjos não varreram o céu" e deixaram-no lindo, todo empoeirado e salpicado de estrelas... e entre tantas reconheci uma, pelo cintilar.
Obrigado pelo lindo texto.

Bom fim-de-semana
Beijo
Carlos Rebola

O Paradoxo do Nosso Tempo

Amigo A. João Soares

Realmente é espantoso como nos "empanturramos" com o trivial, o acessório de tudo o que nos prejudica e desprezamos o que é valoroso, fundamental e bom. E incrivelmente, queremos ser felizes... como, assim!?
Este texto de George Carlin retrata fielmente o actual paradigma da nossa sociedade. Tem que mudar, sob pena de nos aniquilar.

Um abraço
Carlos Rebola


"QUASE ACREDITEI"
O próprio texto, de Sofia Morgado, pode ser por si só, uma boa terapia, para quem sente a sua "auto-estima" em baixo.
Obrigado Mariazita por ter partilhado connosco este texto.

Beijos
Carlos Rebola

Shiuu...
Bom fim-de-semana.
Impressionou-me positivamente o olhar sereno mas decidido, da criança, no lindo retrato. Transmitiu-me algo de bom.
Obrigado.

Beijos
Carlos Rebola

Teoria do gato pardo
A "teoria do gato pardo" é comprovada pelo método da realidade do dia a dia, também nesta crise criada pelos especuladores financeiros "é preciso mudar alguma coisa...para ficar tudo na mesma." pois na realidade, o que está a ser feito (injecção de milhares de milhões ou biliões) no sistema financeiro, tem como objectivo, salvar o mesmo sistema causador da crise, mantendo-o na mesma, ao invés de alterar o sistema para evitar futuras crise... o risco mantêm-se, porque tudo fica na mesma.

Um abraço
Carlos Rebola

O provérbio: - "Fala para que eu te conheça"

terça-feira, 7 de outubro de 2008

A broa de milho da terra à nossa mesa

A broa de milho é confeccionada a partir da farinha de milho, planta da família Gramineae e da espécie Zea mays, originária da América (México) e por isso conhecida em Portugal a partir do princípio do século XVI.

A terra é lavrada e assim preparada para receber as sementes de milho a partir de Março aqui no Zambujal. Depois de lavrada nos sulcos ou regos deixados pela charrua os grãos de milho são lançados em pitadas espaçados a intervalos duma passada, depois são cobertos por uma grade ou enxada.

As sementes germinam e formam os milheirais que serão mondados, sachados e regados, quando as espigas se formam criam "barbas" (estigmas) parte dos órgãos femininos da planta que recebe o pólen produzido pelos estames na "carepa" parte superior da planta dando-se a polinização para a formação dos grãos, depois da polinização a parte superior do milho é cortada constituindo forragem para alimentar o gado. Depois de atingir a maturidade as searas de milho são cortadas por volta de Agosto Setembro.

Depois de cortado o milho é transportado para as eiras.

Nas eiras são feitas as desfolhadas ou "escamisa" para separar as espigas da palha e "folhelho" sendo esta parte da planta (palha) amarrada em pequenos molhos "caroças" e armazenadas em palheiros para alimentar o gado no Inverno, as espigas são colocadas na eira para secarem ao sol.

Depois de secas as espigas são "debulhadas" por máquinas debulhadoras ou com "malhos" para separar o grão do "carolo". O grão é espalhado na eira para que o sol o acabe de secar e depois é armazenado em arcas no celeiro.

O milho em grão é levado ao moinho onde é transformado em farinha, esta farinha depois é peneirada para uma "gamela", junta-se sal e o fermento (massa que se retirou da última "fornada" e se deixou fermentar e é escaldada com água quase a ferver e mexida com uma colher de pau ou uma "escudela"e deixa-se arrefecer um pouco.

Na gamela a farinha já escaldada é amassada juntando água até ficar numa massa com a qual se forma uma "bola" grande polvilhada com farinha. Esta massa é coberta com mantas para que mantenha a temperatura correcta para a fermentação. Enquanto a massa fermenta aquece-se o forno com lenha. Depois do forno quente e com o "lar" limpo a massa já fermentada (vê-se pelas rachas que a massa cria) é tendida com uma tigela em pequenas porções que são colocadas no forno (enfornadas) com uma pá de ferro, quando a broa já estiver cozida desenforna-se com uma pá de madeira.

E assim desde a terra chega fumegante, com um delicioso cheiro e sabor ás nossas mesas para ser degustada com os mais variados "condutos" (azeitonas, chouriço, sardinha, presunto, queijo,...) ou com uma sopa à lavrador, um bom prato de bacalhau ou mesmo sem mais nada a broa de milho que ainda se faz no Zambujal é uma delícia. A torta é uma broa espalmada (tipo bolacha grande) que muitas vezes é recheada com sardinha miúda (petinga) ou com torresmos e porque se coze mais depressa é a primeira a ser comida e quente.

A broa saciou e ainda continua a saciar muita gente com fartura de fome.

Bom apetite.

O provérbio: - "Deus dá o pão, mas não amassa a farinha"