O Parque PROSEP em Cantanhede é um bom exemplo de que quando há vontade por parte das autarquias se pode fazer um parque mesmo que as condições não sejam as melhores.
Vejamos o Parque PROSEP de Cantanhede.

Cerca de 1,6 ha onde eucaliptos e mimosas predominam, situado na Zona industrial de Cantanhede. O parque é o rectangulo verde.
Enfaixado entre duas estradas paralelas separadas 40 metros uma da outra numa extensão de cerca de 400 metros, o Parque PROSEPE de Cantanhede é um eucaliptal com muitas mimosas ao qual a Cãmara Municipal de Cantanhede atribuiu um "estatuto especial" fazendo do eucaliptal um parque com direitos especiais.
Com uma pista de manutenção, parque de merendas e viveiros.
Sou crítico do facto de se dizer no cartaz que a arborização é com espécies autóctones, quando predominam eucaliptos (Eucalyptus globulus) cuja plantação está sujeita a legislação específica e acácias (Acacia dealbata) invasora e de plantação extremamente restrita, proibida por ser invasora, ambas as espécies de origem australiana logo, não autóctones, além de prejudiciais, não há rigor cientifico no cartaz o que é pedagogicamente incorrecto, quando tal informação tem como alvo principal, crianças e jovens.
Neste parque é pedido às pessoas que não façam barulho para não assustar os animais (coalas?) quando o parque se situa numa zona industrial, entre duas estradas, com trânsito frequente e com o barulho de oficinas a escassos metros, apetece-me dizer que este pedido é ridículo.
A única árvore autóctone que encontrei ali está excluída do parque é este sobreiro (Quercus suber).
Mesmo assim não sendo um bom exemplo de floresta autóctone para as crianças tem potencialidades que a autarquia com boa vontade tem aproveitado e divulgado apesar de pouco frequentado no que se me tem dado observar. Peço às autarquias uma vontade idêntica para a criação dum parque temático no Zambujal, com todas as condições para o ser.
Senão vejamos:
Parque Temático Fonte Seca – Gião do Zambujal
(condições e factos, que o tornam viável)
Que os nossos autarcas tenham vontade política de o fazer e de colaborarem com as populações
(Esta foto está à mesma escala da 1.ª foto do Parque PROSEPE)
Cerca de 80 mil metros quadrados de “terrenos comunais” sem descontinuidades em plena Reserva Ecológica Nacional. A vermelho terrenos comunais "baldios" e a amarelo terreno da ACRZ (Associação Cultural e Recreativa do Zambujal) ao serviço da comunidade.
Uma paisagem rara no mundo de afloramentos geológicos dos quais já se pediu a classificação.

Zona com valor cultural e pedagógico. Estratigrafia e paleontologia que apelamos para que não sejam destruídos.



Zona de grande biodiversidade, tanto de flora como de fauna onde as aves não precisam que lhes construam ninhos porque têm tudo o que necessitam para os fazer.

Zona com fontes de origem romana, nascentes, fosseis, plantas autóctones que fariam do parque um parque temático de grande interesse pedagógico além de lúdico.
Zona integrada em ambiente rural propício a caminhadas saudáveis por trilhos (carreiros) rústicos e pistas pedonais. Aqui é possível traçar pistas de manutenção com vários kilómetros de extenção.
Este parque aproveitaria de infra-estruturas desportivas, culturais e sociais construídas e a construir pela ACRZ no seu recinto desportivo do Monte Grande e integrado nesta proposta de projecto.

Numa primeira fase seria a delimitação, já pedida, da zona do parque, a população do Zambujal colabora. Os custos não serão grandes tendo em conta os benefícios para o Zambujal e para o Concelho nas mais diversas áreas sociais culturais e económicas.A partir da delimitação limpar o que a CMC permitiu que se depositasse naquela zona, resíduos de alcatrão resultante da obra de saneamento do Zambujal e Fornos

Num Jardim Gandarês, também floresce a paixão "Passiflora edulis"
























