sábado, 17 de maio de 2008
CAÇOADA
INTERESSE PRIVADO VERSUS INTERESSE PÚBLICO
A Assembleia Municipal de Cantanhede aprovou, por unanimidade, a declaração de interesse público municipal do projecto do professor/advogado espanhol Matias Cortez. Em causa está a construção de uma moradia, na freguesia de Cadima, que integra uma biblioteca, um jardim com esculturas, um teatro aberto, uma residência para convidados das diversas palestras que pretende vir a realizar, entre outros aspectos. Segundo João Moura explicou na sessão, o professor que há alguns anos reside/frequenta a freguesia de Cadima, pretende realizar um projecto "inédito e de uma dimensão que não é habitual para um investimento privado". Neste projecto, que vai incluir uma biblioteca, o professor Matias Cortez pretende que a mesma seja, no futuro, "um espaço público". Além disso, a obra vai ainda incluir um teatro aberto e uma zona dedicada à exposição de esculturas, num projecto de arquitectura tradicional, semelhante a um pequeno palacete.
Professor com doutoramento em diversas universidades, Matias Cortez pertence ainda a um dos mais prestigiados consultórios de advogados de Espanha. No entanto, e depois de descobrir a freguesia do concelho de Cantanhede, optou por nela investir, pretendendo a ela trazer especialistas de diversas áreas para realizar palestras.
O projecto que deu entrada na autarquia de Cantanhede, foi concretizado por um arquitecto madrileno -"um dos mais conceituados professores da Universidade de Madrid"- e é considerado "muito importante para o concelho".
Segundo o técnico responsável pelo departamento de urbanismo da autarquia de Cantanhede, são 1700 metros quadrados para a residência, 500 metros quadrados para a piscina e 700 metros quadrados para a biblioteca. Este último equipamento vai estar dotado, segundo o técnico da câmara, de "soluções técnicas evoluídas no que diz respeito à luminosidade". Apesar de não ser conhecido o valor total do investimento, este deve ascender a cinco milhões de euros, e a declaração de interesse público municipal surgiu na sequência de ser necessário desafectar uma pequena parte do terreno da Reserva Agrícola Municipal.
Agora que o interesse público foi aprovado por unanimidade, resta esperar pelo início da obra. Todavia, na sessão de assembleia municipal João Moura esclareceu que a biblioteca vai ficar "recheada com um conjunto de obras valiosas", vai ser "frequentada por investigadores" e depois de assinado o protocolo com a autarquia "vai poder ser utilizada pelo público".
Transcrição integral da notícia publicada no "DIÁRIO AS BEIRAS" de 2 de Maio de 2008.
Depois de lida e relida a notícia, impõem-se os seguintes comentários:
1º- A câmara "esclarece". Esclarece sobre intenções de privados, estrangeiros, com interesses numa freguesia (Cadima) cuja actividade principal é a agricultura (daí o ter que declarar o interesse público da coisa, para poder subtrair uns poucos de milhares de metros quadrados à Reserva Agrícola).
2º- Esclarece que o investidor pretende que no futuro o empreendimento seja "um espaço público" aliás, como convém, por causa do subsídio.
3º- Esclarece que o investidor e o arquitecto são do melhor que há em Madrid (professor/doutor/advogado e professor/doutor/arquitecto) e por isso muito importantes para o concelho, aliás como nestas terras ainda se vive em subserviência aos títulos de doutores e engenheiros (veja-se o site da câmara: só o pessoal menor não tem título!), convém amedrontar um pouco a populaça.
4º- Ao invés, a câmara nunca esclareceu o que acontece com os baldios no Zambujal, lugar que curiosamente, pertence à mesma freguesia. A câmara possui dezenas de cartas que denunciam a prática de abusos de privados (e também de algumas empresas públicas) em terrenos públicos, alguns deles situados em plena R.E.N. (Reserva Ecológica Nacional). Possui também dezenas de requerimentos de munícipes a pedir a delimitação dos terrenos públicos administrados(?) pela câmara e que confrontam com propriedade desses próprios requerentes. A tudo isto, a câmara tem dito nada!
5º- A Associação Cultural e Recreativa do Zambujal, construíu um salão com dimensões inferiores às pretendidas, porque não podia "alargar-se" para a REN, mesmo sendo propriétaria do terreno.
6º- Conclusão:- Óh ti! Maria... venda-me meio litro de tremoços!- É pra já, senhor doutor... e por ser para si, vão por esta medida maior!
Publicada por Sifrónio em 15.5.08
Etiquetas: interesse público, municípios, obras públicas, RAN, REN, Serviço público
(Post roubado e aqui publicado com conhecimente do "Sifrónio") as hiperligações (links) neste post são da responsabilidade da "Ferroada".
Um à parte - disse á minha mãe, Lurdes, que o Luíz Pacheco dizia desta gente (os corruptos "vão todos prá puta que os pariu") e aminha mãe a Ti Lurdes disse-me não era assim, Carlos. Dizia-se assim. "Vão todos prá puta que vos há-de parir" é igual mas diferente, a diderença está "que os há-de parir" coisas do antes do 25 de Abril de 1974, que estão a voltar, ardilosamente, aí está o "lápiz azul" Linnndddooo.
É a saboderia popular a defender a corrupção, bem hajam os corruptos que tantas coisas, valores nos, subtraiem. Boas pessoas, mas que "vão prá puta que os há-de parir" mas há "putas que parem, onde estão os seus filhos".
Links relacionados
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Classificação dos Afloramentos do Jurássico Carts ao Presidente da Junta de Freguesia (2006)
http://zambujal.blogspot.com/2008/03/carta-cmc-5-nov-2007.html
http://zambujal.blogspot.com/2008/03/carta-aos-candidatos-autrquicos-em-2005.html
http://zambujal.blogspot.com/2008/03/carta-cmc-fev-2007-terrenos-monte.html
http://zambujal.blogspot.com/2008/03/e-mail-cmc-sobre-destruio-de.html
http://zambujal.blogspot.com/2007/10/exposio-sobre-terrenos-pblicos-no.html
http://zambujal.blogspot.com/2008/03/ambiente-do-monte-grande-ao-so-gio-no.html
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sexta-feira, 16 de maio de 2008
Algumas flores dum "Jardim Gandarês"
Obrigado Manel, puseste-me a olhar de outra maneira o "couvenheiro".

Num Jardim Gandarês, também floresce a paixão "Passiflora edulis"


Flor da couve (grelo) "Cynara Scolymus "

Flor do nabo (grelo) "Brasica rapa"

Esta flor dá a Laranja "Citrus sinensis"

Esta flor dá o Tomate "Lycopersicum esculentum"

Esta flor dá o Pepino "Cucumis sativus"

A flor da cebola "Allium cepa L."

Esta flor dá o Chícharo "Lathyrus cicera L."

Esta flor dá a Azeitona "Olea europaea"

Esta flor dá o Feijão "Phaseolus vulgaris L."

Esta flor dá a Pêra "Prunus communis"

Flor da Salsa "Petroselinum crispum"

Esta flor dá o Morango "Fragaria Vesca"

Flor da Batateira "Solanum tuberosum"

Num canto escondido estão as jóias, brincos de princesa, "Fuchsia magellanicase"
Vale a pena estarmos atentos às maravilhas, que antecedem os nossos gastronómicos prazeres.
Muito mais a descobrir...
(Os meus agrdecimentos a Fernanda Ferreira, José Ferreira, Teresa Pereira e Lurdes Rebola que tratam dos "Jardins" donde tirei as imagens.)Bom Fim de Semana a todos os visitantes e amigos.
O provérbio:- "A beleza está nos olhos de quem a vê."
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quarta-feira, 14 de maio de 2008
Napoleão, amonites e incompetência

Quando Napoleão Bonaparte com o seu vitorioso exercito chegou às pirâmides de Gizé no Egipto dirigiu a palavra de comando aos seus soldados dizendo (pode ser verdade, que a maioria dos homens soldados não entendeu patavina) mas Napoleão gritou-lhes: “do alto dessas pirâmides, quarenta séculos de história vos contemplam” (Napoleão morreu exilado na ilha de Santa Helena).

O que são quatro mil anos comparados com os mais de cento e quarenta milhões de anos com que nos contemplam, estas amonites do Horst de Cantanhede (Rodelos/São Gião, Zambujal)?

Eram toneladas, que a Natureza num "trabalho" lento mas persistente ao longo de milhões de anos preservou para nós e vindouros.
No entanto gente incompetente, pensando o contrário, em meia dúzia de dias destruiu uma grande parte deste trabalho de milhões de anos. Vejam aqui, aqui e aqui o que os incompetentes fizeram para "ganharem" meia dúzia de hectares de terreno, quando para a eternidade à luz da "fé" um metro quadrado é suficiente se enterrado deitado, de pé é muito menos e se for x cremado como a mesma fé fez em tempos não precisa de terreno algum. A isto pode e deve chamar-se "incompetência moral", senhores "napoleonzitos"...
Tínhamos aqui no Concelho de Cantanhede, Freguesia de Cadima, lugar do Zambujal, um património paleontológico e cultural, raro no país e penso que as gerações futuras e as nossas crianças não merecem o que lhes estão a destruir, “gratuitamente”. O abuso também pode ter outras faces além das vulgarmente conhecidas, triste é que há responsáveis e impunes… quem pode decidir e corrigir sabe…Sabem que o que foi destruído em dias e que demorou milhões de anos a construir, pelo "burilar" da natureza em lentos mas constantes movimentos tectónicos, erosão de limpeza que trouxe ao nosso olhar a maravilha destes seres que viveram à mais de cento e quarenta milhões de anos. Será que os "napoleoezitos" moralmente incompetentes se acham tão (pequenos deuses), quase eternos?É de esperar que um dia classifiquem o que já foi destruído ambos com pompa e circunstância. Há muito tempo que quem decide e é competente está alertado.

E não precisa fazer mais, senão aplicar a lei, porque é competente...
É preciso que levantem o cú dos cadeirões dos gabinetes e vão ao terreno, para que não aprovem, impossibilidades como é o caso dum prédio urbano na Fonte Seca, Zambujal com mais de cem metros de comprimento com uma área bruta de 280m2 e que ainda tem uma casa (habitação legal?) de acordo com o estipulado no PDM (?) e regulamento do urbanismo (?) e ainda por cima o referido prédio recentemente licenciado (?) encontra-se na Reserva Ecológica Nacional sem que a CCDRC tenha conhecimento de tal... além de estar fora do sítio (local) descrito… parte do prédio ocupa "ilegalmente" terreno comunal, reagi no exercício da cidadania que me é solicitada.
Venham ver as amonites aos Rodelos, Zambujal e gritem bem alto, napoleoezitos, "posso mostrar-vos bom povo do Zambujal, aqui do alto da minha competência, 140 milhões de história natural"... "as nossas crianças terão aqui o que muitos gostariam de ter, um livro aberto e bem conservado de paleontologia, geologia e estratigrafia, além deste imenso parque (cerca de dez hectares, comprados "milhões de "eiros", com muito esforço por todos nós àqueles que outrora ocuparam ilegalmente, este mesmo espaço, hoje parque graças ao esforço e dedicação da autarquia ao bom povo do Zambujal), onde em ambiente natural e sem esforço maior podemos ver o percurso da mãe natureza na evolução da Terra, a nossa casa."...
Segundo o Professor Galopim de Carvalho e a Professora Helena Henriques me explicaram no que apreendi, esta parte que vemos (fossilizada) não é mais que uma pequena porção da mesma (amonite), a parte terminal do sistema excretor, intestino que resistiu por ter uma grande quantidade de "hematite" (Fe2 O3 ). Ferro, daí a sua cor ferrosa, a carcaça (carbonato de cálcio) era muito muito maior, cálcio (?) ou melhor calcário (CaCO3) que está incorporado na marga, pedra, daí o facto, demonstrado, que podemos respirar "parte do ar" que os dinossauros respiraram o tal (CO3) que fazia porte daquele ar que os dinossauros respiraram há milhões de anos e agora libertado do calcário formado então, através da dissolução do cálcário com ácido diluído em água . Não sei se me expliquei bem, mas entendi o suficiente para perceber a importância do que está em causa, obrigado professores Dr. Galopim de Carvalho e Dr.ª Helena Henriques.
Para melhores esclarecimentos e conhecimento, vão até (Universidade de Coimbra).
O provérbio:- "Se queres conhecer o futuro, olha para o passado."
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segunda-feira, 12 de maio de 2008
Ao meu amigo Rui Paulo mestre. Oscar Wilde

“A sociedade, tal como a estabelecemos, não tem lugar para mim, nem pode oferecer-me seja o que for.

Mas a natureza, cuja suave chuva cai por igual sobre justos e pecadores, terá cavidades nas rochas onde me possa esconder e vales secretos em cujo silêncio posso, finalmente, chorar sossegado.”
Oscar Wilde in "Salomé"


Oscar Wilde
O Provébio: - " Onde choram não cantes."
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sábado, 10 de maio de 2008
Bom fim de semana, no "jardim da Fantasia", em felicidade

Por exemplo esta construção é dum Verdilhão. Pergunto:- Porque é que ele pode construir onde lhe apetece, sem licença, na RAN, na REN, outros passarões piodem fazer o mesmo e a maioria não pode e por construir onde lhe mandam (A LEI) têm que pagar impostos (IMI e outros) e estes passarinhos e os PASSARÕES (pobrezinhos) constóiem onde lhes apetece (e os deixam "apetitosamente") sem que as finanças os incomódem, (já viram algum passarão na gaiola, a pagar por isso?!!!)...
Convido-vos à fantasia e magia numa visita a um jardim fantástico para além dum espelho, descrito por Lewis Carroll in "Alice no País das Maravilhas". Leitura obrigatória a quem se enteressa por questões tipo "acordo ortográfico", linguagem e fantasia na magia da vida (estado de graça(?)).

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