quinta-feira, 17 de abril de 2008

18 Abril "Dia Internacional dos Monumentos e Sítios"









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(Transcrição)


PARECER


Os afloramentos jurássicos de S. Gião (Cantanhede) constituem, há muito, local de referência em estudos de estratigrafia portuguesa. Destaca-se a relevância do registo fóssil e o seu significado estratigráfico, particularmente no estabelecimento do limite entre o Jurássico Inferior e Médio, que foi e é objecto de referência junto da comunidade científica nacional e estrangeira. A atestá-lo, junta-se uma síntese das publicações científicas relativas às séries calcárias aflorantes entre o marco geodésico de S. Gião e a estrada Vila Nova - Zambujal.
O mesmo local tem servido, todos os anos, como área de trabalho prático das disciplinas de Estratigrafia e de Paleontologia da Licenciatura em Geologia da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, o que igualmente atesta o seu potencial didáctico.
Assim, e dada a vulnerabilidade do afloramento, que sucessivamente tem vindo a ser objecto de destruição, é nosso parecer solicitar à Câmara Municipal de Cantanhede a proposta de classificação do local como Imóvel de Interesse Municipal, disponibilizando, desde já, a nossa colaboração para efeitos da respectiva fundamentação científica.



Coimbra, 10 de Fevereiro de 2006
(assinatura)
Prof. Doutora Maria Helena Paiva Henriques
Departamento de Ciências da Terra
Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra

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PDM Cantanhede Anexo II e Anexo III



É preciso agir localmente para a promoção da sustentabilidade, recomenda a Agenda 21 em mandato acordado pelas Nações Unidas.





A notícia: - "Diocese de Coimbra associa-se às comemorações do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios"



O provérbio: - "A perseverança é o grande agente do êxito."

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Um discurso de Cristovam Buarque, que merece ser lido e reflectido

Explosão atómica


Derrube da floresta

Discurso do Ministro Brasileiro da Educação nos EUA...(Censurado)

(Este discurso merece ser lido, afinal não é todos os dias que um brasileiro dá um 'baile' educadíssimo aos Americanos...

Durante um debate numa universidade dos Estados Unidos o actual Ministro da Educação Critovam Buarque foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazónia (ideia que surge com alguma insistência nalguns sectores da sociedade americana e que muito incomoda os brasileiros).

Um jovem americano fez a pergunta dizendo que esperava a resposta de um Humanista e não de um Brasileiro.)

Esta foi a resposta de Cristovam Buarque :-

"De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazónia.

Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse património, ele é nosso.

Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazónia, posso imaginar a sua internacionalização, como também a de tudo o mais que tem importância para a humanidade.

Se a Amazónia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro...

O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazónia para o nosso futuro.

Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extracção de petróleo e subir ou não seu preço.

Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado.Se a Amazónia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono ou de um país.

Queimar a Amazónia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais.

Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.

Antes mesmo da Amazónia, eu gostaria de ver a internacionalização de to dosos grandes museus do mundo.

O Louvre não deve pertencer apenas à França.

Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo génio humano.

Não se pode deixar esse património cultural, como o património natural Amazónico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país.

Não faz muito tempo, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele, um quadro de um grande mestre.

Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.

Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milénio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA.

Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada.Pelo menos Manhattan deveria pertencer a toda a humanidade.

Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua história domundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.

Se os EUA querem internacionalizar a Amazónia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos também todos os arsenais nucleares dos EUA.

Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.

Nos seus debates, os actuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido a ideia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida.

Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola.

Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como património que merece cuidados do mundo inteiro.

Ainda mais do que merece a Amazónia.

Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um património da Humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar, que morram quando deveriam viver.

Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo.

Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazónia seja nossa.

Só nossa! "



O provérbio: - "Ambição e felicidade seguem estradas tão opostas que nunca podem encontrar-se."

domingo, 13 de abril de 2008

Porque dizem que hoje é o dia do Beijo (Domingo 13 de Abril de 2008)

Quero dar um afectuoso beijo a todas as mulheres e mães que asseguraram até hoje a sobrevivência da espécie Humana. Muitas vezes ao lado dos homens, os pais, mas quantas vezes sózinhas e mesmo sós?! É claro que merecem um beijo.



Com carinho um merecido beijo a estas mulheres da minha terra, que foram crianças, jovens, mães, avós, visavós e são eternamente mulheres, um beijo...

Também para as mesmas mulheres que sempre fizeram o seu trabalho a triplicar, quantas vezes sem reconhecimento, o meu afecto, o meu respeito, o meu carinho, o meu beijo...

O provérbio: - "A verdadeira afeição, na longa ausência se prova."

sábado, 12 de abril de 2008

Micropaisajens do meu jardim

São os promenores que fazem a diferença.
Nem sempre o belo é grandioso, "tamanho não é documento".
A natureza manifesta-se em todas as escalas... (macro e micro)
O céu calcário
duma colina oca,
donde morosas gotas
de água ou pedra
hão-de cair
daqui a alguns milénios
e acordar
as ténues flores
nas corolas de cal
tão próximas de mim
que julgo ouvir,
filtrado pelo túnel
do tempo, da colina,
o orvalho num jardim.
Carlos de Oliveira in Micropaisagem



O poeta
[o cartógrafo?]
observa
as suas
ilhas caligráficas
cercadas
por um mar
sem marés,
arquipélago
a que falta
vento,
fauna, flora,
e o hálito húmido
da espuma,

Carlos de Oliveira in Micropaisagem



assim
se cumpre
o eclipse
gradual
sobre o centímetro
quadrado que
os líquenes
cobrem
na memória,
assim
a luz e a neve
se ocultam
pouco a pouco, assim
se esquece.

Carlos de Oliveira in Micropaisagem




Desculpem-me mas gosto e desfruto o que é gracioso, me é dado e é bom.

---XX---

Há coisas que não desfruto e nem aceito.


A notícia

O provérbio: - "O espírito distante não vê o que tem diante."

sexta-feira, 11 de abril de 2008

"Uma casa na duna" "A casa dos espíritos" "A casa e o mundo" "..." "Carlos de Oliveira" "Isabel Allende" "Tagore" "..." Viver a "casa"



"The light house" o farol entre a Praia da Tocha e a Praia de Quiaios indica a "casa"


A quinta da "casa"



A "casa"




O terraço da "casa" com mesa posta e as vistas



O mata-bicho da "casa"




A cerveja e os tremoços da "casa"




O composto da "casa"

Da higiene da "casa"


O calçado da "casa"


Da defesa da "casa"




A luz da "casa"


O aparelho da "casa"


O petróleo para o aparelho da "casa"



O óleo para o aparelho da "casa"



Do transporte da "casa"



A actualidade da "casa"



Os monstros da "casa"



Para manter o bom rumo da "casa"



As caminhadas à volta da "casa"



Para arrumação na "casa"



As alfaias da "casa"



A seara da "casa"




A criação da "casa"



O pomar da "casa"



O jardim da "casa"


Despojos das batalhas da "casa"


O desassossego do espírito da "casa"

O descanso tranquilo do espírito da "casa"



O provérbio: - "Casa amiga, boa casa."