sexta-feira, 21 de março de 2008

Dia mundial da Floresta e Dia da Árvore

Quercus faginea
"O maior carvalho saiu duma pequena bolota"
Por velhos caminhos se chega ao velho Carvalhal - Zambujal
É Dia Mundial da Floresta e Dia da Árvore

A comemoração oficial do Dia da Árvore teve lugar pela primeira vez no estado norte-americano do Nebraska, em 1872. John Stirling Morton conseguiu induzir toda a população a consagrar um dia no ano à plantação ordenada de diversas árvores para resolver o problema da escassez de material lenhoso.
A Festa da Árvore rapidamente se expandiu a quase todos os países do mundo, e em Portugal comemorou-se pala primeira vez a 9 de Março de 1913.
Em 1971 e na sequência de uma proposta da Confederação Europeia de Agricultores, que mereceu o melhor acolhimento da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura), foi estabelecido o Dia Florestal Mundial com o objectivo de sensibilizar as populações para a importância da floresta na manutenção da vida na Terra.
Em 21 de Março de 1972 - início da Primavera no Hemisfério Norte - foi comemorado o primeiro DIA MUNDIAL DA FLORESTA em vários países, entre os quais Portugal.
Fonte: ICN

quinta-feira, 20 de março de 2008

Primavera

Chegou a Primavera
e com ela as raras flores do Horst de Cantanhede
As mini orquídeas







E porque também há pastores no Horst e porque gosto do "Guardador de Rebanhos" que escrevia poemas, escolhi dois para patilhar, são de Albero Caeiro

Quando Vier a Primavera

Quando vier a Primavera,
Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada.
A realidade não precisa de mim.
Sinto uma alegria enorme
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma
Se eu soubesse que amanhã morria
E a Primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo se eu não gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente,
Porque tudo é real e tudo está certo.
Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem.
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.
Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.
O que for, quando for, é que será o que é.

Quando tornar a vir a Primavera

Quando tornar a vir a Primavera
Talvez já não me encontre vivo no mundo.
Gostava agora de poder julgar que a Primavera é gente
Para poder supor que ela choraria,
Vendo que perdera o seu único amigo.
Mas a Primavera nem sequer é uma coisa:
É uma maneira de dizer.
Nem mesmo as flores tornam, ou as folhas verdes.
Há novas flores, novas folhas verdes.
Há outros dias suaves.
Nada torna, nada se repete, porque tudo é real.
Alberto Caeiro
O provérbio: - "Março amoroso faz o ano formoso."

quarta-feira, 19 de março de 2008

Reflexão - "A Agenda 21 a águia e o passarinho"

Reflexão - "A águia e o passarinho"
Numa sessão solene, num dia 25 de Abril, no Salão Nobre dos "Paços do Concelho" ouvi discursos bons sobre escola e educação e ouvi o que disseram duas pessoas ambas com responsabilidades politicas no nosso município de Cantanhede, o que vou dizer tem-me martelado há quase um ano a cabeça, porquê? Vou tentar explicitar!...
Na referida sessão foi dada a palavras aos responsáveis dos grupos (partidários?) que constituem a Assembleia Municipal- Um primeiro Senhor falou que era necessário que a nível ambiental, se cumprisse no concelho o recomendado na Agenda 21.- Um segundo senhor contou a seguinte estória (budista julgo)* adaptada: Um dia a floresta estava em chamas e uma águia encontrou um passarinho atarefado e cansado de levar água no bico, que despejava sobre as chamas que devoravam a floresta. A águia perguntou ao passarinho "o que estás a fazer?" ao que o passarinho respondeu "estou a combater o fogo que consome a floresta!" ao que a águia replicou "então não vez que não consegues só com umas gotinhas de água?!" e o passarinho disse "se todos fizerem como eu conseguimos".
* neste sítio


O primeiro senhor teve alguns tímidos aplausos e foi considerado um esquecido porque lhe lembraram que a (Agenda 21) já era cumprida em Cantanhede há mais de dez anos, (os factos desmentem tal afirmação) claro que há excepções, pontualíssimas.



O senhor da estória "adaptada" recebeu uma enorme ovação e elogios.



E eu fiquei a pensar...

Atão, o primeiro senhor focou algo pertinente e viável, era preciso "cumprir as recomendações da Agenda 21" o segundo não disse nada víavel (não estou a ver apagarem-se fogos com águias e passarinhos) , mas com a pretensa "moral da estória" responsabilizou toda a gente (que não estivesse com o passarinho) se o fogo destruísse a floresta, suponho eu.



Nesta estória da “floresta a arder” ou de tudo o que é susceptível de arder, ainda me permito pensar nésciamente, que só antigamente é que os animais falavam, no entanto duvido, que mesmo nessa era dourada, os passarinhos se chegassem à fala com as águias. Hoje tenho a certeza as águias já não falam com os passarinhos, comem-nos!..., enquanto a floresta arde. Mas se por ventura, algum motivo (chuvisco ou outro motivo, que até podem ser outros "passarinhos") extingue o fogo, sempre aparece a águia com o passarinho na barriga a dizer pela boca de "outros": - "aqui está quem apagou o fogo" se o contrário acontecer, a floresta arde… a sentença já fora dada, todos foram responsáveis.
Se quem tem a responsabilidade a dividir por todos, com que responsabilidade fica? Esta (a resposabilidade) é algo copiosamente distribuído por todos... é o que penso...

Atenção "passarinhos" o dia da floresta vem aí e a Primavera está a chegar e com ela muito sol, cores, ninhos, flores e romance.
O provébio "Ave de rapina não canta"

terça-feira, 18 de março de 2008

Blog do Manel

Não é só para os lados do Zambujal que estas coisas acontecem

A lição do passado no mesmo sítio

"Adenda de 20-03-2008.Ontem, pelas 19 horas, uma equipa de trabalho retirava o entulho com a ajuda de uma máquina pá carregadora. Um camião semi-reboque estava preparado para mudar o entulho para outro local. (Manel)"
O provérbio: - "De pequeninos grãos se fazem grandes montes"

PUBLICAÇÕES CIENTÍFICAS RELATIVAS AO PERFIL DA PASSAGEM JURÁSSICO INFERIOR-MÉDIO DE S. GIÃO (CANTANHEDE)

Para quem quiser saber mais alguma coisa sobre estes solos e locais, aqui têm alguma bibliografia compilada e facultada pela Senhora Prof. Doutora Maria Helena Paiva Henriques do Departamento de Ciências da Terra - Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra



HENRIQUES, M. H. P. (1992) - "Biostratigrafia e Paleontologia (Ammonoidea) do Aaleniano em Portugal (Sector Setentrional da Bacia Lusitaniana)", Tese Dout., Univ. Coimbra, I.N.I.C., 301p., Figs.1.1 - 2.33, Ests.1-7.

HENRIQUES, M. H. (1995) - "Les faunes d'ammonites de l'Aalénien Portugais: composition et implications paleobiogéographiques" In M. GAYET & B. COURTINAT (ed.): First European Paleontological Congress, Lyon 1993, Geobios, Lyon, M. S. nº 18, pp. 229-235, 4 fig., 1 pl..

HENRIQUES, M. H., LINARES, A., SANDOVAL, J. & URETA, M. S. (1996) - "The Aalenian in the Iberia (Betic, Lusitanian and Iberian Basins)", in A. C. Riccardi (ed.) "Advances in Jurassic Research", GeoResearch Forum, Transtec Pub., Zurich, Vol. 1-2, pp. 139-150.

SANDOVAL, J., HENRIQUES, M. H., URETA, S., GOY, A. & RIVAS, P. (2001) – “The Lias/Dogger boundary in Iberia: Betic and Iberian cordilleras and Lusitanian basin”, Bull. Soc. géol. France, t. 172, nº4, pp. 387-395.

GOY, A., HENRIQUES, M. H., SANDOVAL, J. & URETA, S. (2000) - "Stratigraphic events at the Lias-Dogger boundary in Iberia: Betic and Iberian Cordilleras and Lusitanian Basin", "Les événements du passage Lias-Dogger", Séance spécialisée de la Societé Géologique de France, du Comité Français de Stratigraphie e da Association des Géologues du Sud-Ouest, Toulouse (França), Strata, série 1 - vol. 10, pp. 133-136.

HENRIQUES, M. H. (2000) - "Biostratigraphie (Ammonoidea) du passage Lias-Dogger dans le Bassin Lusitanien: la coupe de S. Gião (Portugal)", "Les événements du passage Lias-Dogger", Séance spécialisée de la Societé Géologique de France, du Comité Français de Stratigraphie e da Association des Géologues du Sud-Ouest, Toulouse (França), Strata, série 1 - vol. 10, pp. 31-35.
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O provérbio: - "Do trabalho e da experiência, aprendeu o homem a ciência."