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quarta-feira, 16 de abril de 2008

Um discurso de Cristovam Buarque, que merece ser lido e reflectido

Explosão atómica


Derrube da floresta

Discurso do Ministro Brasileiro da Educação nos EUA...(Censurado)

(Este discurso merece ser lido, afinal não é todos os dias que um brasileiro dá um 'baile' educadíssimo aos Americanos...

Durante um debate numa universidade dos Estados Unidos o actual Ministro da Educação Critovam Buarque foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazónia (ideia que surge com alguma insistência nalguns sectores da sociedade americana e que muito incomoda os brasileiros).

Um jovem americano fez a pergunta dizendo que esperava a resposta de um Humanista e não de um Brasileiro.)

Esta foi a resposta de Cristovam Buarque :-

"De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazónia.

Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse património, ele é nosso.

Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazónia, posso imaginar a sua internacionalização, como também a de tudo o mais que tem importância para a humanidade.

Se a Amazónia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro...

O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazónia para o nosso futuro.

Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extracção de petróleo e subir ou não seu preço.

Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado.Se a Amazónia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono ou de um país.

Queimar a Amazónia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais.

Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.

Antes mesmo da Amazónia, eu gostaria de ver a internacionalização de to dosos grandes museus do mundo.

O Louvre não deve pertencer apenas à França.

Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo génio humano.

Não se pode deixar esse património cultural, como o património natural Amazónico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país.

Não faz muito tempo, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele, um quadro de um grande mestre.

Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.

Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milénio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA.

Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada.Pelo menos Manhattan deveria pertencer a toda a humanidade.

Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua história domundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.

Se os EUA querem internacionalizar a Amazónia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos também todos os arsenais nucleares dos EUA.

Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.

Nos seus debates, os actuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido a ideia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida.

Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola.

Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como património que merece cuidados do mundo inteiro.

Ainda mais do que merece a Amazónia.

Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um património da Humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar, que morram quando deveriam viver.

Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo.

Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazónia seja nossa.

Só nossa! "



O provérbio: - "Ambição e felicidade seguem estradas tão opostas que nunca podem encontrar-se."

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Regulamento Municipal de Ambiente, GNR, INOVA e CIDADÃO do Zambujal.



No ano passado (2007) uma patrulha da GNR (SEPNA?)vem à fala com um, cidadão do Zambujal (pessoa de bem) e pergunta:

- O senhor demoliu uma casa e depositou o entulho numa pedreira?

- Sim (responde o cidadão)

- A pedreira é sua? (pergunta a GNR)


- Não, mas estou em negociações com o proprietário para adquiri-la. ( responde o cidadão)


- Então o senhor tem que retirar o entulho que pôs na pedreira. (determina a GNR)


- Mas eu não sei qual é o meu. (diz o cidadão)


- Porque é que não sabe?!... ( pergunta a GNR admirada)


- Porque não sei distinguir o meu entulho daquele que a INOVA lá colocou. (Respondeu o cidadão)


- Mas a INOVA (lembrem-se que é uma empresa municipal, sob responsabilidade da CMC) só lá pôs terra e pedra. ( diz a GNR com resposta pronta. Sabia da Inova?)


- Se a INOVA só levou para o mesmo local (pedreira, sabemos qual é, há muitas na zona) terra e pedra, eu levei pedra e terra!...

(retorquiu o cidadão da aldeia do Zambujal, concelho de Cantanhede onde tudo se passou)


E parece que por aqui ficou a conversa...




A demolição da casa.






A pedreira onde a INOVA e o cidadão do Zambujal depositaram os entulhos.


Esta pedreira fica na chamada "gandara, coutadas".

O provérbio: - "A lei deve ser como a morte: não exceptuar ninguém."

quinta-feira, 6 de março de 2008

Ferroada na Reserva Ecológica Nacional - 2

Afloramentos do jurássico que já foram destruídos em terrenos baldios e na Reserva Ecológica Nacional
(40°18'10.25"N 8°37'13.71"W)


Uma pequena amostra duma paisagem velha de milhões de anos (+/- 140 milhões) que fizeram o favor de em dois anos destruirem complectamente a foto acima é de 2003. Estes afloramentos ricos em fosseis que se podiam ver a descoberto, tinham grande valor paleontológico e estratigráfico além de cultural e pedagógico. Esta paisagem constituia um biótopo que dava vida a uma fauna e flora única na região, orquídias raras, ervas aromáticas, aves como a cotovias, petinas, cartachos, pinta roxos, labercos, boieiras e cirolicos uma ave que fazia o ninho nestes afloramentos com pequenas pedras (marga) e com as quais se confundiam os ovos e aves devido ao seu mimetismo cromático.



Pois bem, para plantar eucaliptos que estão vermelhos de vergonha pelo sucedido, destruiram a paisagem nestes baldios que têm as autarquias como entidades administradoras, além do mais este local está situado em plena Reserva Ecológica Nacional, nesta primeira elevação a seguir à planície gandareza e por isso denominada "Horst de Cantanhede".

Esta elevação divide a Bacia Hidrogáfica do Vouga a poente da Bacia Hidrográfica do Mondego a Nascente e é também a fronteira a nascente da exsurgência dos Olhos da Frevença, o que aqui se fizer de mau de algum modo irá afectar negativamente os aquíferos desta fonte de água que nos abastece.

É de referir que as autarquias, Junta de Freguesia de Cadima e Câmara Municipal de Cantanhede têm conhecimento desta e de outras situações que serão publicadas aqui.

O provérbio: - "Quando passares pela terra dos tortos, fecha um olho."